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Em Panambi, oficinas e masterclasses gratuitas aproximaram jovens músicos de profissionais da área e ampliaram o olhar de quem está começando.
Aprender um instrumento vai além de notas, ritmos e técnicas. Para quem dá os primeiros passos, conviver com músicos experientes pode despertar a curiosidade e mostrar caminhos que ainda pareciam distantes.
Foi com essa ideia que o Conexões Sonoras 2026 levou a Panambi, ao longo de agosto, oficinas e masterclasses gratuitas voltadas a estudantes de música. A programação reuniu crianças e adolescentes em encontros com profissionais, promovendo momentos de troca que complementaram a formação de cada um.
Realizado via Lei Rouanet e Pró-Cultura RS, a iniciativa contou com patrocínio da SAUR e HIDROPAN, produção cultural da LC Vilanova Projetos Culturais e Danna Comunicação.

O projeto, encerrado em 29 de agosto, contou com a participação de Renato Borghetti em um concerto na Afucopal. No total, alcançou cerca de 1.300 pessoas, entre elas alunos da APAE, e teve R$ 165 mil captados e autorizados para execução.

Descobertas e novas referências
Entre os participantes estava Julio Cesar Zamberlan Nunes, estudante de percussão. Para ele, o projeto foi a chance de sair da rotina de estudos e conhecer de perto uma realidade que costuma ficar longe de quem está começando.
“Para mim, a masterclass representou uma oportunidade incrível que eu não podia deixar passar, pois não é todo dia que você pode conversar com o timpanista da OSPA. Foi um projeto cheio de aprendizados e experiências que não me imagino conseguindo viver de outra maneira. O professor tem um modo muito legal de ensinar e entretém com a aula, que é dinâmica e superinteressante. Consegui enxergar outras formas de ensino de leitura de partitura, além de aprimorar meus conhecimentos sobre instrumentos como o bumbo sinfônico, o triângulo, os tímpanos, o pandeiro e o prato de mão. Para complementar, ainda houve o concerto da Orquestra de Câmara da Ulbra, fechando com chave de ouro essa semana repleta de momentos gratificantes e inesquecíveis.”
Julio Cesar Zamberlan Nunes, percussão
Cultura que ensina
Para Bruno Shultz, que acompanhou o projeto e ministrou atividades, a experiência também faz repensar o papel de quem ensina.
“A música é um instrumento de educação por meio da cultura e, com ela, crianças, jovens e adolescentes têm espaço para criar, se expressar e compartilhar experiências vívidas. Ao iniciar minha carreira profissional, percebi as responsabilidades de ser músico e de fazer cultura para além de uma apresentação, show ou concerto. O processo de ensino e aprendizagem caminha junto com os alunos, enriquecendo também a minha profissão. Uma semana de oficinas e masterclasses vai além do ensino da técnica e da prática dos instrumentos de percussão. É a vivência musical contribuindo para criar momentos transformadores na vida dos alunos.“
Professor Bruno Shultz
Ao aproximar estudantes e profissionais, o Conexões Sonoras reforça a importância de ações que fazem da música um caminho de formação e de pertencimento. Em Panambi, o resultado é uma nova geração mais inspirada e confiante para seguir aprendendo.












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