Ouça este conteúdo
Como o cirurgião plástico Bruno Bisognin Garlet enxerga a profissão além da técnica: com escuta, tempo e responsabilidade.
O que leva alguém a querer mudar uma característica do próprio corpo? A resposta pode parecer simples, mas raramente é. Às vezes, existe um desconforto antigo. Em outras situações, uma questão funcional. Ou ainda o desejo de se sentir mais confortável com a própria imagem.
É nessa diferença entre querer mudar e compreender por que se quer mudar que começa, para o cirurgião plástico Bruno Bisognin Garlet, uma parte essencial do seu trabalho.
“Querer mudar alguma característica do corpo é absolutamente legítimo, mas a cirurgia não deve ser colocada como uma solução para uma insatisfação que, na verdade, tem outra origem.”
A frase ajuda a entender uma visão de Cirurgia Plástica mais ampla do que aquela que costuma circular nas redes sociais. Em vez de começar pela técnica ou pelo procedimento, o médico defende que o ponto de partida seja a pessoa, sua história, suas expectativas e sua relação com o próprio corpo.

Mudança que diz respeito ao bem-estar
Reduzir a Cirurgia Plástica à vaidade, segundo Bruno, significa enxergar apenas uma parte muito pequena do que ela representa.
“Existem situações em que uma característica do corpo interfere diretamente no conforto, na função, na autoestima e até na maneira como a pessoa se relaciona socialmente.”
Uma mulher que convive com mamas muito volumosas pode ter dores nas costas, marcas nos ombros e limitações para realizar determinadas atividades. Da mesma forma, uma paciente que passou por uma gestação ou grande perda de peso pode apresentar com excesso de pele, flacidez e diástase abdominal.
“São situações em que existe uma dimensão física muito clara, mas que também podem ter uma repercussão importante na forma como a pessoa se sente com o próprio corpo.”
Para o médico, compreender esse contexto é fundamental ao avaliar quando um procedimento faz sentido.
“O paciente nunca chega ao consultório separado em corpo e mente. Ele chega como pessoa, com uma história, expectativas e experiências. Compreender isso é fundamental para oferecer um tratamento realmente individualizado.”
O que realmente muda depois?
Para Bruno, algumas das consequências mais significativas de um procedimento bem indicado aparecem justamente no cotidiano.
“O que mais me chama atenção não é simplesmente a mudança física. É perceber como, depois de um tratamento bem indicado, as pessoas se sentem mais confortáveis com o próprio corpo, retomam atividades que evitavam, voltam a usar determinadas roupas, passam a se olhar de outra maneira ou simplesmente deixam de pensar diariamente em algo que as incomodava.”
A transformação não está apenas no espelho, mas na relação que a pessoa estabelece com aquilo que antes lhe causava incômodo.
“A Cirurgia Plástica não muda quem somos, mas pode transformar como nos reconhecemos e nos sentimos.”
Uma decisão que não combina com pressa
Se a decisão envolve o próprio corpo, por que deveria ser tomada rapidamente? Para Bruno, não há razão para que seja. O tempo também faz parte do tratamento. Entre a primeira consulta e a cirurgia, costumam passar cerca de três meses, período dedicado a retornos, exames, esclarecimento de dúvidas e novas conversas.
“Não considero adequado que uma cirurgia seja decidida de maneira apressada, em uma única consulta”. Segundo ele, esse intervalo também permite refletir sobre expectativas influenciadas por comparações e padrões estéticos presentes nas redes sociais.
“A cirurgia plástica é uma decisão importante e não deve ser tomada por impulso. É fundamental que o paciente saiba que ela não deve ser uma tentativa de reproduzir o corpo ou o rosto de outra pessoa.”
Ouvir, compreender a expectativa e identificar a verdadeira motivação do paciente fazem parte do processo. “Meu papel é oferecer informação, experiência e tranquilidade para que o paciente possa tomar uma decisão consciente, sem pressa e com expectativas realistas”.
E existe ainda uma decisão que faz parte do cuidado médico: não operar. “Indicar corretamente uma cirurgia é tão importante quanto saber quando ela não deve ser realizada.”
As possibilidades da Cirurgia Plástica
Do contorno corporal aos cuidados com as mamas e a face, diferentes técnicas podem atender a objetivos distintos. A escolha do procedimento deve partir de uma avaliação individual.
-
Corpo
Abdominoplastia: remove o excesso de pele e gordura do abdômen, sendo muito procurada após grandes perdas de peso ou gestação.
Lipoaspiração: reduz gordura localizada e melhora o contorno corporal, enquanto a lipoescultura redistribui a gordura removida para outras áreas.
-
Mamas
Mastopexia: eleva e remodela mamas caídas.
Mamoplastia de aumento: utiliza implantes de silicone para aumentar o volume.
Mamoplastia redutora: reduz o tamanho das mamas quando o excesso provoca desconforto físico, postural ou emocional.
Ginecomastia: corrige o aumento das mamas masculinas.
-
Face
Blefaroplastia: remove o excesso de pele e bolsas de gordura das pálpebras, podendo também melhorar o campo de visão em alguns casos.
Ritidoplastia, ou lifting facial: atua sobre rugas e flacidez.
Rinoplastia: considera a harmonia facial e a função respiratória.
Otoplastia: corrige orelhas proeminentes.
- Procedimentos minimamente invasivos
Entre as possibilidades, estão a toxina botulínica, o preenchimento facial com ácido hialurônico e o bioestimulador de colágeno, indicados conforme as características e necessidades de cada paciente.
“Eu gostaria que as pessoas entendessem que uma cirurgia começa muito antes do centro cirúrgico. Existe todo um processo de escuta, avaliação, planejamento e construção de confiança que considero tão importante quanto a execução técnica do procedimento”, relata o cirurgião.

O cuidado também está na recuperação
O acompanhamento continua depois do procedimento, pois edema, alterações de sensibilidade e cicatrização fazem parte da recuperação e precisam de tempo para evoluir.
“Existe um período de preparo, cirurgia, recuperação e amadurecimento do resultado. Acompanhar o paciente durante todas essas etapas é parte essencial do meu trabalho.”
Quem é o Dr. Bruno Bisognin Garlet
Natural de Cruz Alta, Bruno Bisognin Garlet é Cirurgião Plástico e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).
Formado em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande (FURG), serviu à Marinha do Brasil, realizou Residência Médica em Cirurgia Geral pela FURG e especializou-se em Cirurgia Plástica pela Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre e Universidade de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA)
Atualmente, atende em Cruz Alta e Porto Alegre. Atua ainda como preceptor da Residência Médica em Cirurgia Plástica da Santa Casa, uma das maiores instituições da América Latina e um dos mais reconhecidos centros de formação médica do mundo.
“Minha atuação ligada ao ensino e à formação de novos cirurgiões exige estudo contínuo, atualização e uma responsabilidade muito grande com aquilo que fazemos.”
Sobre o retorno à cidade natal, ele afirma:
“Eu nasci e cresci aqui, saí para buscar minha formação e minhas experiências profissionais, e hoje tenho a oportunidade de trazer essa bagagem de volta para a região. No consultório, quero que as pessoas possam encontrar um atendimento próximo e acolhedor, mas sustentado por uma formação sólida, atualização constante e o mesmo rigor que sempre busquei na minha trajetória.”
“Para mim, excelência não está apenas no resultado cirúrgico. Está em fazer todo o cuidado com responsabilidade”, resume.
Mais do que escolher um procedimento, cuidar do próprio corpo envolve informação, reflexão e uma decisão consciente. Para quem deseja compreender melhor as possibilidades e avaliar o que faz sentido para o seu caso, o primeiro passo pode ser uma boa conversa.
Dr. Bruno Bisognin Garlet
Cirurgião Plástico
CREMERS 39851 | RQE 41578
@brunobgarlet
(55) 9 9226-6825
garlet.cirurgiaplastica@gmail.com









Adicione Comentário