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sábado , 25 novembro 2017
Fibromialgia, uma doença que também afeta os jovens

Fibromialgia, uma doença que também afeta os jovens

Fibromialgia, uma doença que também afeta os jovensA fibromialgia é uma doença crônica e incapacitante que atinge, sobretudo mulheres. Estima-se que 90% dos portadores sejam do sexo feminino, e que 2% da população nacional sofra de fibromialgia.

Trata-se de um distúrbio do sistema nervoso central, que causa sensação de dor em locais do corpo que não apresentam danos ou sinais externos destes estímulos. Precisamente por não apresentar mazelas, esta condição sempre foi tratada com desconfiança quer por profissionais de saúde quer pelas pessoas mais próximas dos portadores. É um problema capaz de espoletar depressão e ansiedade, levando algumas pessoas a inverter a causalidade: a dor como efeito psicossomático da depressão.

O Dia Mundial da Fibromialgia é assinalado nesta data por ser também o dia de nascimento de Florence Nightingale. Hoje hipotetiza-se que a reconhecida enfermeira britânica padecia de fibromialgia — Florence queixou-se durante toda a sua vida de dores que pareciam indicar esta condição crónica.

Há muitas incertezas à volta da fibromialgia. Para isso contribui o fato de ainda não haver teorias estabelecidas quanto à sua causa. É hereditária? Não sabemos responder. Só é conhecida como uma condição reumática pela Organização Mundial de Saúde desde 1995. A medicação receitada apenas serve para atenuar os sintomas, configurando um cocktail de ansiolíticos, analgésicos e antidepressivos — chegando alguns médicos a receitar medicação para epilepsia apenas pelo princípio activo. A incompreensão pode quase ser considerada mais um sintoma da fibromialgia.

Jaime Branco, coordenador do Programa Nacional contra as Doenças Reumáticas define a fibromialgia como “uma alteração do processamento da dor no sistema nervoso central que faz com que haja percepção de dor a partir de estímulos que não são dolorosos ou danosos”. Branco fez o seu doutoramento sobre a condição e foi também co-autor do livro “Viver com Fibromialgia”, juntamente com a jornalista Maria Elisa, possivelmente a portadora mais célebre em Portugal.

O reumatologista admite que a noção do que é a fibromialgia entre profissionais de saúde é menor do que a ideal. “Há médicos que aparentam apenas ler as páginas ímpares dos manuais, porque a definição da doença está ali”, ironiza. Mas o que fazer no caso desta condição sem cura? O especialista recomenda, a par de medicação cuidada, a prática regular de exercício físico e o recurso a terapia cognitiva comportamental como forma de combater as depressões e ansiedades que acompanham a fibromialgia. O médico sugere aliás que “talvez fosse um bom negócio para o Sistema Nacional de Saúde comparticipar” nos custos desta actividade física regular. Uma opção mais barata do que a comparticipação na medicação, e que ao contrário desta não configura uma decisão política.

Fonte: P3 Publico.

 

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