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sábado , 23 setembro 2017
malária

Mais prevenção, menos Malária

maláriaHoje, 25 de abril, pessoas ao redor do mundo participam de uma variedade de atividades para celebrar o Dia Mundial da Malária 2015. Para a metade da população mundial que se encontra em risco de contrair a doença, todos os dias são o Dia Mundial da Malária, um dia para concentrar as ações de combate a esta doença mortal. Trata-se de uma oportunidade para compartilhar informação com a sociedade civil, engajar-se no diálogo, contribuir com ideias e eventos para mobilizar o mundo no combate à malária.

Ela é uma doença prevalente nos países de clima tropical e subtropical. Também conhecida como sezão, paludismo, maleita, febre terçã e febre quartã, o vetor da doença é o anofelino (Anopheles), um mosquito parecido com o pernilongo que pica as pessoas, principalmente ao entardecer e à noite.

O ciclo da malária humana é homem-anofelino-homem. Geralmente é a fêmea que ataca porque precisa de sangue para garantir o amadurecimento e a postura dos ovos. Depois de picar um indivíduo infectado, o parasita desenvolve parte de seu ciclo no mosquito e, quando alcança as glândulas salivares do inseto, está pronto para ser transmitido para outra pessoa.

ALERTA: A Amazônia é a região do Brasil onde ocorrem 98% dos casos de malária.

Transmissão
pode ocorrer pela picada do mosquito, por transfusão de sangue contaminado, através da placenta (congênita) para o feto e por meio de seringas infectadas.

Sintomas
Os sintomas mais comuns são febre alta, calafrios intensos que se alternam com ondas de calor e sudorese abundante, dor de cabeça e no corpo, falta de apetite, pele amarelada e cansaço. Dependendo do tipo de malária, esses sintomas se repetem a cada dois ou três dias.

Diagnóstico e período de incubação
O período de incubação depende do tipo de malária, mas varia de 7 a 28 dias a partir do momento da picada.

Caso a pessoa tenha febre depois de ter visitado áreas de risco, a possibilidade de ter contraído malária deve ser levada em consideração. Para confirmar o diagnóstico, existe um exame de lâmina, também chamado de gota espessa ou esfregaço, que consiste em puncionar a ponta de um dedo para obter uma gota de sangue e analisá-lo.

Tratamento
Não existe vacina contra a malaria, uma doença autolimitada, mas que pode levar à morte se não for tratada em determinados casos. O tratamento padronizado pelo Ministério da Saúde é feito por via oral e não deve ser interrompido para evitar o risco de recaídas.

O medicamento indicado para a malária vivax é bem tolerado e não provoca efeitos colaterais. O mesmo não acontece com os indicados para a malária falciparum, o que dificulta seu uso nesse caso.

Recomendações
* Use repelente no corpo todo, camisa de mangas compridas e mosquiteiro, quando estiver em zonas endêmicas;

* Evite banhos em igarapés e lagoas ou expor-se a águas paradas ao anoitecer e ao amanhecer, horários em que os mosquitos mais atacam, se estiver numa região endêmica;

* Procure um serviço especializado se for viajar para regiões onde a transmissão da doença é alta, para tomar medicamentos antes, durante e depois da viagem;

* Não faça prevenção por conta própria e, mesmo que tenha feito a quimioprofilaxia, se tiver febre, procure atendimento médico;

* Nunca se automedique.

Números sobre a malária no mundo em 2013

  • Número de casos – 198 milhões.
  • Mortes por malária – 548 mil, sendo 90% na África subsaariana e 78% de crianças até 5 anos.
  • População em risco – 3,2 bilhões (metade da população mundial), dos quais 1,2 bilhões estão em áreas de alto risco.
  • Países afetados – 97 países tem transmissão em curso de malária, sendo 80% das mortes pela doença ocorrem nos 18 países mais afetados. Cerca de 40% das mortes por malária ocorrem em apenas dois países, Nigéria e República Democrática do Congo.
  • Progresso – A taxa de mortalidade por malária foi reduzida no período 2000-2013
    • Globalmente em 47%.
    • Nos países da África membros das Nações Unidas em 54%.
    • 55 países estão envias de reduzir a incidência dos casos de malária em 75%, de acordo com os objetivos da Assembleia das Nações Unidas para 2015.
    • Estes 55 países representam apenas 4% (8 milhões) do total dos casos estimados de malária.
    • 64 países estão a caminho de atingir os Objetivos e Desenvolvimento do Milênio de reverter a incidência de malária (entre 2000 e 2015).
    • Impacto- Entre 2001 e 2013 cerca de 4.2 milhões de vidas foram salvas como resultado da ampliação das intervenções em malária. 97% deles (4.1 milhões) das vidas que foram salvas pertencem ao grupo de crianças menores de 5 anos de idade que vivem na África subsaariana.
    • Gastos estimados necessários em saúde – US$ 5,1 bilhões por ano. Em 2013, o gasto total mundial com intervenções em malária foi de 2,6 bilhões, a metade do que se necessita.
    • Carga financeira da doença – Custo direto: US$ 12 bilhões por ano em perdas diretas. Perde-se 1,3% do PIB anual da África.

 

Fonte: Portal do Dia Mundial da Malária

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