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sábado , 21 outubro 2017

Câncer de Mama e o diagnóstico precoce

Nódulos palpáveis nos seios ou nas axilas e alterações na pele que recobre a mama, como abaulamento, retrações, eczemas no mamilo ou aspecto da pele semelhante à casca de laranja são alguns dos sintomas que identificam possíveis casos de câncer de mama. O caroço no seio é o sintoma mais observado pelas mulheres e que mais às levam a procurar atendimento médico.

De acordo com a médica oncologista, Dra Carla Gardani, o câncer de mama é o segundo tipo mais frequente no mundo e o mais comum entre as mulheres, respondendo por 22% dos casos novos a cada ano. Relativamente raro antes dos 35 anos, acima desta faixa etária sua incidência cresce rápida e progressivamente. A expectativa é de que no Brasil ocorram 50 mil casos novos de câncer de mama este ano e 20% destes podem não ter chance de cura pela falta de informação e prevenção. Já a realização da mamografia periódica a partir dos 40 anos aumenta as probabilidades de sucesso no tratamento em até 95%.

Fatores de risco
Embora a hereditariedade seja responsável por apenas 10% do total dos casos, mulheres com histórico familiar, estão mais propensas a desenvolver a doença, especialmente se uma ou mais parentes de primeiro grau (mãe ou irmãs) foram acometidas antes dos 50 anos. Esse grupo deve ser acompanhado por um especialista a partir dos 35 anos.

Menstruação precoce, menopausa tardia (após os 50 anos), primeira gravidez após os 30 anos ou não ter filhos constituem fatores de risco para desenvolvimento dessa neoplasia. Mulheres que se encaixem nesses perfis devem buscar orientação médica como forma de prevenção. Os exames mais eficazes para a detecção precoce deste tipo de câncer são o exame clínico das mamas (ECM) e a mamografia.

Autoexame não substitui exame clínico
Nem todo nódulo palpável é doloroso, assim como nem todo nódulo mamário é sentença da doença. Essa avaliação deve ser feita por um profissional da saúde, qualificado para essa atividade. O autoexame das mamas é parte das ações de educação para a saúde que contemplam o conhecimento do próprio corpo, não substituindo os exames físicos específicos. O INCA (Instituto Nacional de Câncer) não estimula o autoexame das mamas como método isolado de detecção.

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