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segunda-feira , 20 novembro 2017
cancer no estomago

Colonoscopia promove dramático declínio nos casos de câncer do intestino

cancer no estomagoOs tumores do intestino são a segunda causa de morte no mundo ocidental. Em nosso país são a terceira entre todos os tumores. Segundo o INCa (Instituto Nacional do Câncer), em 2014 tivemos cerca 33 mil novos casos de câncer intestinal. Terceiro mais frequente entre homens, atrás do câncer de próstata e pulmão, e segundo entre mulheres, atrás do câncer de mama. O número de mortes por tumor intestinal, em nosso país, ainda é elevado devido à baixa disponibilidade de exames preventivos. Nos Estados Unidos, os casos de tumor intestinal vêem decrescendo após a colonoscopia tornar-se exame de rotina. Segundo publicação de 2014 no Cancer Journal for Clinicians, houve um declínio acima de 30% nos casos de câncer intestinal em pacientes acima de 50 anos nos últimos 10 anos ao mesmo passo que aumentaram em 55% no número de exames no mesmo período.

E como evitar o aparecimento do câncer de intestino?
O câncer de intestino quase sempre tem origem em um pólipo benigno. Estima-se um período de 5 a 10 anos para um pólipo se transformar em câncer. Esta é a janela de tempo que temos para retirar o pólipo e evitar o câncer.

O que são pólipos?
São lesões benignas do intestino, semelhantes a verrugas ou pequenos cogumelos e que inicialmente possuem alguns milímetros de diâmetro. São geralmente assintomáticos. Portanto, precisamos convencer pessoas sem sintomas a submeterem-se à colonoscopia para a prevenção.

Com que idade devo fazer colonoscopia preventiva?
A população geral deve realizar à colonoscopia aos 50 anos. Para aqueles com familiares portadores de tumor intestinal, o exame deve ser realizado aos 40 anos ou 10 anos antes do caso mais precoce da família. Por exemplo: familiar com tumor aos 45 anos, exame preventivo aos 35 anos.

Mas afinal, o que é a colonoscopia?
A colonoscopia ou vídeo-colonoscopia é um exame através do qual visualizamos toda a parte interna do cólon (intestino grosso), reto e íleo terminal (intetsino delgado). Os aparelhos mais modernos, como o que dispomos, produzem imagem full HD. O exame é ambulatorial (sem internação), sob sedação (o paciente dorme). Os pólipos podem ser tratados durante o exame por cirurgia vídeo-endoscópica. Possuímos tecnologia para retirar desde pólipos muito pequenos com milímetros de tamanho até pólipos com vários centímetros. Neste ano tivemos alguns casos de lesões que já possuíam células malignas (câncer) em sua superfície e foram totalmente tratadas por cirurgia vídeo-endoscópica.

A prevenção, neste caso como na maioria de outras enfermidades passa a ser a melhor escolha, pois quanto mais cedo se faz o diagnóstico, maior o índice de cura.

Dr. Antônio Ernesto Menegaz De Bem
Especialista em Coloproctologia e Cirurgia pelo Conselho Federal de Medicina
Membro da Sociedade Brasileira de Coloproctologia
Membro da American Society of Colon and Rectal Surgeons
Pós-graduação no Sant Mark’s Hospital – Londres, Inglaterra
Especialização em cirurgia vídeo-endoscópica na Cleveland Clinic – Florida, E.U.A

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