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sábado , 25 novembro 2017

Brincando de roda no século XXI

crianças-brincandoDécadas depois você se depara com números de 1 a 8 pintados no chão, estes ficam entre o “céu” e o “inferno”, também pintados. Ao olhar para o céu visualiza uma pipa e cruzando pela praça, crianças pulam corda e elástico. A nostalgia da infância faz relembrar a alegria de ser criança com tantas brincadeiras e brinquedos tradicionais. Sapata, cinco marias, pega-pega, pic-esconde, bola de gude, boneca de pano e carrinhos de madeira nunca serão esquecidos. 

As antigas formas de se divertir são ótimas construtoras à vida das crianças da atualidade. “Elas ajudam a criança a criar símbolos, enriquecer a experiência sensorial, estimular a criatividade, desenvolver habilidades, equilíbrio, coordenação motora, o desenvolvimento cognitivo, entre outras áreas”, coloca a educadora especial Vaneza Peranzoni. Por estes e demais motivos, Vaneza diz que é muito importante que as crianças do século atual convivam com as brincadeiras passadas. “As brincadeiras na rua e no pátio fazem com que a criança expresse  sua imaginação, seus problemas, angústias e frustrações. Isso permite o estímulo ao desenvolvimento afetivo e intelectual”.

As brincadeiras ainda fortalecem os laços afetivos dos pais com os filhos através do simples e importante ato de brincarem juntos. É como uma (re)aproximação. “Através das brincadeiras, os pais podem construir o laço familiar com mais cumplicidade e saber o que seus filhos estão sentindo e vivendo em determinado momento. É uma maneira de se conhecer mais e conhecer mais um ao outro”, fomenta Vaneza.

Respirar ar puro enquanto se diverte é um privilégio que as crianças atuais deveriam ter. A evolução da cultura acabou com a tradição destas brincadeiras, mas, na verdade, elas nunca foram apagadas. “Não existe uma nova ou antiga infância, o que acontece é o modo como a sociedade visualiza. O jogo, o brinquedo e as brincadeiras assumem novos papeis na sociedade atual e nos valores da mesma, mas nunca extinguiram a verdadeira essência de ser criança.”, afirma Vaneza.

Vaneza Cauduro Peranzoni é graduada em Educação Especial com Especialização em Deficiência Mental. Possui mestrado em educação na UFSM, é Doutoranda em Educação pela UFSM e professora da Universidade de Cruz Alta onde coordena o Núcleo de Apoio ao Estudante.

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