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sábado , 24 junho 2017
Grupo de escoteiros

A educação através do escotismo

Que tal uma atividade alternativa para os seus filhos se divertirem nessas férias com muita aventura, responsabilidade e disciplina? É isso mesmo! Nossa equipe de redação conversou com o Chefe do Grupo Escoteiro Erico Verissimo, Egon Rick, sobre o movimento do escotismo e a sua importância moral e física para o aprendizado de crianças e adolescentes.

RV – Como surgiu o Movimento Escoteiro e o Grupo Escoteiro Erico Verissimo – 64º/RS?

Egon – O Movimento Escoteiro surgiu em Londres, na Inglaterra, no ano de 1907, tendo como fundador o general inglês Robert Baden-Powell. Não respeitou fronteiras e assim se espalhou rapidamente pela Europa. Chegou ao Chile em 1909, e, aqui no Brasil em 1910, vindo através de militares da Marinha que estiveram em contato com o movimento recém criado na Inglaterra. No RS o escotismo aporta em 1913 na cidade de Porto Alegre na Sogipa, e, então não para de crescer. Em Cruz Alta, o Grupo Escoteiro Erico Verissimo – 64º/RS foi fundado em 25 de novembro de 2006, nas dependências do Quartel do 29º GAC AP com o apoio e incentivo do então Comandante do 29º GAC AP, Ilmo Sr. Ten Cel Euzimar Knipel do Carmo. O nosso Grupo Escoteiro leva esse nome em homenagem ao filho ilustre de Cruz Alta, o escritor Erico Verissimo.

RV – Qual é o propósito do movimento escoteiro na sociedade hoje?

Egon – O propósito do escotismo no século 21 é o mesmo da época da sua criação há mais de um século, ou seja, é contribuir na educação do jovem, para que assumam seu próprio desenvolvimento, especialmente do caráter, ajudando-os a realizar suas plenas potencialidades físicas, intelectuais, sociais, afetivas e espirituais, como cidadãos responsáveis, participantes e úteis em sua comunidade. Baseado em um sistema de valores, tendo na Promessa e na Lei Escoteira sua base moral que se ajusta aos progressivos graus de maturidade do individuo, ajudando a construir um mundo melhor, aonde se valorize a realização individual e a participação construtiva em sociedade, é um movimento global que produz uma real contribuição na criação de um mundo melhor.

RV – Como o Escotismo é levado aos jovens?

Egon – Somos um movimento de educação não-formal, extra-escolar, que complementa o trabalho da família, da escola e da igreja. Somos um movimento para jovens, com a colaboração de adultos voluntários, sem vínculos político/partidário. É levado através da valorização e da participação de pessoas de todas as origens sociais, raças e crenças, e, através do método escoteiro que é o Aprender Fazendo. Conseguimos instruir os jovens em diversas habilidades e competências, onde o acampamento escoteiro é o ponto alto das atividades, entretanto, interessa-nos mais a formação de atitudes no jovem do que a aquisição de conhecimentos ou habilidades.

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RV – Qual é o número de participantes do movimento escoteiro hoje?

Egon – O movimento constitui a maior organização mundial de jovens, reunindo cerca de 28 milhões de membros em 216 países e territórios. No Brasil são aproximadamente 200 mil escoteiros. Em Cruz Alta, somos em 73 integrantes entre jovens e líderes adultos que fazem parte da União dos Escoteiros do Brasil.

RV – Como você vê a importância de criar alternativas para a educação positiva de jovens?

Egon – Tenho certeza que é fundamental que essas alternativas existam e vejo com muito otimismo o movimento escoteiro preenchendo essa lacuna, pois a nossa juventude de hoje está carente de bons princípios e valores morais, infelizmente existem, hoje em dia, um número elevado de “atrativos” perigosos aos nossos jovens, que se não observados a tempo podem gerar consequências danosas para o próprio jovem, seus familiares e sociedade. E, neste escopo, temos, no Grupo Escoteiro, a atividade denominada Escoteiro por um dia, justamente no período de férias escolares, onde propiciamos aos jovens que ainda não são escoteiros, a oportunidade de desfrutar de atividades atraentes e divertidas junto ao meio ambiente.

RV – O que significa e como foi receber a certificação de Grupo Padrão OURO da União dos Escoteiros do Brasil – UEB?

Egon – Esta premiação vem a ser o Oscar do movimento escoteiro brasileiro e significa estar entre os melhores do país. Recebida até agora por um reduzido número de Grupos Escoteiros, colocando Cruz Alta na vitrine nacional do movimento. Para receber esta distinção, passamos por uma avaliação da UEB que compreende, entre outros critérios, a análise das atividades realizadas com as patrulhas, o emprego do método escoteiro, formação de adultos, crescimento do efetivo, envolvimento com a comunidade em atividades comunitárias, sociais e cívicas, ações ambientais desenvolvidas, e, neste último quesito nos destacamos, entre outras ações, com o projeto de reflorestamento das nascentes e das margens do Lajeado da Cruz, de onde é captada a água distribuída pela Corsan em Cruz Alta.  Esta premiação é fruto de muito trabalho e dedicação de todos os integrantes e do importante apoio do Comando do Quartel do 29º GAC AP, na pessoa do Ilmo Sr Ten Cel Géder Távora Said.

RV – Para que um trabalho como esse dê certo é fundamental o apoio da comunidade?

Egon – Sim, sem sombra de dúvida o apoio e a aceitação da comunidade são fundamentais. Para que o escotismo em nível local exista são necessários três fatores: os pais, que incentivam seus filhos a participarem das atividades; os chefes escoteiros, que são os adultos voluntários que trabalham o método escoteiro durante as atividades; e, principalmente a sociedade que vai acolher a ideia de ter em sua cidade um grupo, e, nesse contexto, a nossa tem dado grande apoio por meio de instituições sérias e responsáveis, em especial a do Exército Brasileiro através do Comando da AD/3, do Comando do 29º GAC AP e das forças vivas do município.

RV – Onde é a Sede do Grupo Escoteiro e quando são realizadas as atividades?

Egon – A Sede é nas dependências do Quartel do 29º GAC AP. Nos reunimos aos sábados à tarde das 14h às 18h para a realização das atividades de técnicas escoteiras, e, em alguns finais de semana completos quando são realizados os acampamentos, conforme o calendário de atividades.

Para maiores informações entre em contato: Rua Padre Pacheco, 100 – Bairro de Fátima – Cruz Alta – Telefone: (55) 3322 – 7252

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