
Como então o amor está na moda?
Mesmo vivendo em um mundo cada vez mais competitivo, numa busca desenfreada pelo sucesso econômico, pelo consumo compulsivo e pela ausência de verdadeiros ídolos na política, na religião, nos esportes ou na área artística, todos estão em busca do amor, de achar alguém para compartilhar sua existência. Virou obsessão o tal romantismo amoroso. Chega a ser um paradoxo, afinal vivemos uma realidade bem diferente. Corremos numa direção, mas o amor está em outra.
Já perceberam que desde cedo aprendemos a amar como Romeu e Julieta, e acreditamos que esse seja o caminho da felicidade. Porém, ao mesmo tempo não queremos abrir mão das comodidades do mundo moderno. Hoje vemos o sexo como algo banal, o corpo virou uma mercadoria. Parece que estamos num comércio que vende sensações imediatas. Afinal, como cultivar o romantismo?
Amar requer tempo e paciência, precisa ser trabalhado. Complicado idealizarmos um sentimento que contraria paixão pelo descartável! Precisamos reinventar o amor, já que o queremos tanto e o mundo está tão mudado para aceitá-lo. Ou, quem sabe nos entregamos e caímos de amor, literalmente! Essa “queda de amor” hoje talvez signifique que devamos tolerar esse “retrocesso”, como uma recaída a toda essa individualidade e nos aprofundarmos em um vínculo que vale a pena. Quem está à procura de um relacionamento consistente precisa rever seus hábitos e entender que quantidade não é qualidade.
Baladas e agitos tem seu valor, é muito bom se divertir e curtir, mas o amor é único, e geralmente se encontra em lugares improváveis e imprevistos.
Dicas de leitura: “Amores líquidos” de Zygmund Bauman e “Sem Fraude nem favor” de Jurandir Freire Costa.
Beijo bom
Rita Rostirolla

























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