Medicina

Por que ainda se fuma?

pare de fumarO fumo e as suas consequências são a principal causa evitável de mortalidade. Confira técnicas que o médico Dr. Paulo Ricardo Moreira ensina e vão ajudar você a largar o cigarro e enganar a fissura.

O começo

O perfil dos fumantes adultos indica que praticamente todos se iniciaram no vício durante a adolescência. Muitos por causa de amigos, pais ou familiares que já usam; outros, devido à experiências adversas nesta fase como a separação ou o divórcio dos pais, abusos emocionais, físicos ou sexuais; ou residir em uma casa com um membro que tenha doença mental ou comportamento antissocial (crime, roubo, prisão). Ainda, vários estudos mostraram uma associação entre o fumo e a depressão. Características de baixo auto estima ou baixo senso de valor, baixo desempenho escolar, presença de doenças psicológicas ou psiquiátricas e disponibilidade de cigarros também são fatores que predispõem ao vício. Um risco adicional para os meninos é o nível de agressão e rebeldia; entre as meninas a preocupação com o peso e a imagem corporal.  Além disso, em muitos casos o fumo precede e acompanha o uso de drogas ilícitas, sendo que entre usuários de drogas, 85% são fumantes.

Avaliação de casos

Cada fumante deve ser avaliado em relação a sua motivação para parar de fumar. Deve-se determinar se a pessoa está pronta para parar, se tem desejo ou se considera a possibilidade de vir a largar o vício. É sempre relevante ressaltar a importância de cessar o hábito, das desvantagens de prosseguir com ele e das vantagens econômicas – calculando o custo do cigarro e o que poderia ser feito com o valor gasto – e de saúde como fatores motivacionais para àqueles que estão pensando em abandoná-lo. Da mesma forma, é preciso identificar os obstáculos à cessação do fumo e eventuais gatilhos que despertam o desejo, já que é associado a algo prazeroso, e a abstinência a nível mental considerada uma carência satisfeita pela ingestão de nicotina e percebida como um prazer.

Estratégias

A sociedade tem tido uma conscientização crescente a respeito dos males do fumo e proporcionado um constrangimento ao fumante, restringindo suas possibilidades de fumar. Entre as principais estratégias que auxiliam no abandono do vício estão o suporte social ou familiar, apoio de medicações e domínio de técnicas para controle do hábito e dependência. Há medicações que auxiliam o processo de cessação do tabagismo, diminuindo os sintomas de abstinência e de ansiedade ou depressão. “Na Unimed temos uma experiência exitosa com a utilização de grupos de auto ajuda e apoio. São oportunidades que os fumantes têm de trocar experiências e aprender novas estratégias de combate ao fumo”, ressalta Dr. Paulo Moreira. A adoção de novos hábitos como evitar fumar em casa, em lugares públicos ou no trabalho acabam por auxiliar a condicionar o organismo, aumentando a tolerância à ausência da nicotina.

Vale lembrar

As terapias de substituição da nicotina, sob a forma de goma de mascar ou adesivos ajudam na crise de abstinência. Além destes, medicamentos como a bupropiona, inicialmente lançada no mercado como antidepressivo e posteriormente relançado como terapia adjuvante para a interrupção do tabagismo; e, a vareniciclina, que age em nível cerebral no receptor da nicotina, são bastante eficazes, embora esta última seja uma alternativa mais cara existente no mercado.

O médico ressalta e conclui que é necessário persistência nesta linha de cuidados com a saúde evitando o fumo e os malefícios que este traz para que um dia o cigarro deixe de ser economicamente viável por não ter consumidores.

Curiosidades sobre o fumo

Vale dizer que se morre mais das consequências do fumo do que de violência e trânsito. É reconhecido que 80% das mortes relacionadas a ele ocorreram no Terceiro Mundo, onde a taxa de fumantes ainda é crescente.

Com isso, as causas mais importantes de doenças relacionadas são a cardiovascular aterosclerótica, a bronquite, o enfisema pulmonar e o câncer de pulmão, aumentando também, o risco de 30 % dos cânceres. Ex-fumantes diminuem significativamente seu risco de desenvolver doenças relacionadas. Em nosso Estado aproximadamente 20% dos adultos fazem uso do cigarro, principalmente nas classes sociais mais baixas. Aproximadamente 70% afirmam em pesquisas que gostariam de parar e 40% deles tentaram parar no último ano. Entretanto sem auxílio, a taxa de sucesso é baixa, com somente 3 a 7% permanecendo em abstinência por um ano.

Dr. Paulo Ricardo Moreira – Coordenador do Programa de Medicina Preventiva da Unimed Planalto Central

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