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Falar sobre assoalho pélvico ainda pode parecer um assunto delicado para muitas mulheres. Mas essa região faz parte de funções importantes do nosso dia a dia e pode influenciar diretamente na nossa qualidade de vida. O problema é que, muitas vezes, alguns sinais são vistos como “normais” e acabam sendo ignorados.
A perda de urina ao tossir, espirrar ou praticar exercícios, por exemplo, é frequentemente encarada como algo que simplesmente acontece depois da gestação ou com o passar dos anos. Da mesma forma, sentir dor durante a relação sexual ou ter dificuldade para controlar a vontade de ir ao banheiro pode ser naturalizado. Mas, sentir esses desconfortos não significa que você precisa se acostumar com eles.
Seu corpo dá sinais, e é importante escutá-los
Existem diferentes situações que podem indicar que o assoalho pélvico precisa de atenção. Entre elas, estão:
- Perder urina ao tossir, espirrar, rir, correr ou pular;
- Sentir uma vontade muito urgente de urinar ou ter dificuldade para segurar;
- Escapar gases ou fezes sem conseguir controlar;
- Ter dificuldade para evacuar ou precisar fazer muita força;
- Sentir peso, pressão ou desconforto na região íntima;
- Perceber dor durante ou depois da relação sexual;
- Sentir desconforto na região pélvica sem uma causa aparente;
- Notar mudanças no corpo durante a gestação ou depois do parto.
Também é importante lembrar que o assoalho pélvico não está relacionado somente à perda de urina. Ele participa do controle da urina e das fezes, da evacuação, da sexualidade e dá sustentação aos órgãos da região. Por isso, alterações nessa musculatura podem aparecer de diferentes maneiras e em diferentes fases da vida.
Cuidar não significa esperar o problema aparecer
A fisioterapia pélvica pode ajudar mulheres em diferentes momentos, desde a prevenção até o tratamento de alterações que já estão interferindo na rotina. Gestação, pós-parto, envelhecimento, cirurgias pélvicas e até mesmo mudanças na prática de exercícios são situações em que esse cuidado pode ser importante.
Outro ponto que considero essencial é entender que fisioterapia pélvica não significa simplesmente fazer exercícios para “fortalecer” a região. Cada mulher tem uma necessidade diferente. Em alguns casos, é preciso fortalecer; em outros, aprender a relaxar a musculatura, melhorar a coordenação dos movimentos ou trabalhar hábitos que estão contribuindo para os sintomas.
Por isso, quando algo muda e começa a causar desconforto, constrangimento ou limitar atividades que antes faziam parte da sua rotina, vale a pena olhar para esse sinal com mais atenção.
Cuidar do assoalho pélvico é cuidar de uma parte importante do corpo feminino e, principalmente, da liberdade de viver o dia a dia com mais segurança, conforto e bem-estar. Você não precisa esperar que um sintoma se torne um problema maior para procurar ajuda.
Luiza Post, fisioterapeuta pélvica e obstétrica | CREFITO: 397.173-F







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