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sexta-feira , 15 dezembro 2017

Vitiligo: possível de ser controlada

vitiligoCaracterizada pela perda da pigmentação natural da pele ela aparece em forma de manchas brancas de diversos tamanhos geralmente no rosto, mãos, cotovelos, joelhos e pés. O vitiligo é uma doença dermatológica benigna, não prejudica a saúde física do paciente e não é contagioso.

Ainda sem saber explicar ao certo o que causa essa doença, os médicos estão sempre estudando mais sobre o assunto. Atualmente a teoria mais aceita define a doença como autoimune e a causa é desconhecida. A disfunção do sistema imunológico faz com que as defesas do corpo ataquem os melanócitos que são as células responsáveis por produzir a melanina, que dá cor à pele.

O vitiligo pode aparecer em qualquer idade. Existe um índice elevado da doença em algumas famílias. Ele está associado a três outras doenças autoimunes: doença de Addison, hipertireoidismo e anemia perniciosa.

Não existe um exame específico para saber o tipo de vitiligo, segundo a dermatologista Dr.ª Juçara Cunha Lopes, 30% dos casos são genéticos, aparecem após traumas ou queimaduras solares. “O diagnostico é clinico. Podendo-se fazer uma biopsia (exame anatomopatológico) que vai nos confirmar se é ou não Vitiligo. Existe só um tipo, com localizações variadas”, enfatiza.

O estigma da doença e a desinformação levam ao isolamento ou ao estresse. Além disso, o estado emocional pode contribuir para a evolução no aparecimento das manchas. Por isso, paralelamente ao acompanhamento clínico da condição, os médicos recomendam também um acompanhamento psicológico para os pacientes acometidos por essa disfunção.

Muitas pessoas sofrem com as manchas nos lábios, principalmente as mulheres que acabam fazendo diversos tratamentos sem melhora. Todo tratamento é para estimular a volta do pigmento. A aplicação de corticoides ainda é a primeira opção na maioria dos casos para o tratamento. “Usam-se corticoides tópicos, psoralenicos, imunomoduladores. A resposta é muito variada podendo levar de meses a anos para obter resultado”, explica Drª Juçara.

O cuidado no verão é o mesmo para quem não tem o vitiligo, evitar a exposição excessiva ao sol pelo risco de queimaduras e usar sempre protetor solar mínimo fator 30.

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