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sexta-feira , 20 outubro 2017
Vídeo game e interação. Promovendo o desenvolvimento da motricidade!

Video game e interação

crianças vídeo game-Em entrevista exclusiva para a Vitalité, professores de Portugal revelam estudos que auxiliam as crianças através de videogames –

Você sabia que os vídeo games podem ser utilizados para desenvolver competências de âmbito cognitivo, tais como: a planificação da ação e o cálculo matemático? Além disso, por outro lado, recorre ao trabalho colaborativo, a competências comunicacionais e de interação social.
E, sobretudo no que diz respeito a crianças do ensino especial, permite motivar e prolongar significativamente o tempo da atividade. Essas foram algumas conclusões do estudo de João Freitas e Marco Medeiros, professores de ensino especial na cidade de Açores, Portugal.

A experiência dos professores começou com a utilização do jogo Age of Empires, tendo-se recorrido a uma versão modificada do jogo, onde foram criados cenários através de um editor do próprio jogo e a modificações criadas por utilizadores para criar situações problemáticas a serem resolvidas pelos alunos. “Aquela experiência veio demonstrar as possibilidades de alguns videojogos, mas, não obstante as vantagens deles, os problemas de interface foram sempre uma constante, inviabilizando a sua utilização com vários alunos com necessidades educativas especiais”, explicam.

Para facilitar o problema com as interfaces, o Kinect veio. “Em si, a interface do Kinect admitia interações recorrendo a movimentos naturais, permitindo que a atenção do aluno se concentrasse apenas na atividade. Mais ainda, veio a revelar-se, não só um facilitador de interação entre os alunos e o videojogo, mas também, permitir situações de interação entre os alunos servindo de meio de desenvolvimento de competências comunicacionais e sociais, proporcionando aos alunos desempenharem vários papéis que seriam difíceis de implementar, como é o caso do mouse e do teclado”.

O Kinect é um acessório da XBOX 360 que possui uma câmara de infravermelhos, a qual detecta os movimentos do utilizador, traduzindo-os numa ação no videojogo e sendo uma detectação de todo o corpo. Segundo os professores, isso estimula um grande nível de expressão corporal e promove o desenvolvimento da motricidade. “O recurso continuado e programado do Kinect possibilitou a evolução de muitos alunos naquelas áreas. Permitiu, também, o diagnóstico de problemas que antes haviam passado despercebidos, pois a natureza interativa dos videojogos facilita uma análise rápida entre a intenção da criança e o resultado que pretende produzir”. Com o Kinect se percebe facilmente se o aluno tem dificuldades motoras ou se o problema era a não assimilação das regras do videojogo.

Recorrendo a outras interfaces, tal é mais difícil tratando-se de crianças com necessidades educativas especiais. “Não se consegue o nível de observação com um mouse ou mesmo com o touchscreen, que seja comparável à informação fornecida por todo o movimento do seu corpo”.

Dentro desse estudo, um aspeto que impressionou Marco e João foi a rapidez dos resultados. “De fato, muitos alunos que se recusavam a participar em atividades de grupo passaram a fazê-lo em videojogos em que tinham de cooperar com os colegas para ultrapassar obstáculos, sendo que tal acontecia em plena sala de aula, à vista de todos. Desta forma, aqueles alunos ultrapassaram inibições que, em muitas outras situações, impediam eles de participarem em certas atividades”.

O clima de equipe gerado entre os alunos também é um resultado. “O uso dos videojogos foi muito saudável, tendo sido estreitados laços entre muitos jovens que antes não se comunicavam entre si. E, independentemente das dificuldades particulares deste tipo de aluno, os videojogos são algo de que todos gostam”, concluem os profissionais.

João Freitas é licenciado em Ciências Naturais (ensino), possui Curso de Técnico de Sistemas e trabalha no ensino especial há 4 anos como docente da disciplina de Cidadania onde tem desenvolvido projetos que adequam tecnologia e software de acessibilidade e recurso a videojogos em contexto de aprendizagem.

Marco Medeiros é licenciado em Português e Inglês (ensino). Especializado em Necessidades Educativas Especiais – Domínio Cognitivo e Motor, desempenhas funções de Professor Especializado desde 2009 em Escolas da Rede Pública, da Direção Regional da Educação dos Açores.

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