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sábado , 25 novembro 2017
mulher na atualidade

O papel da mulher no mundo atual

O século XX e o início do século XXI foram marcados por significativos avanços na vida das mulheres brasileiras. O aumento da escolaridade, a entrada e permanência no mercado de trabalho, a diminuição do número de filhos e o aumento de lares chefiados por mulheres são as mudanças mais significativas das condições femininas nas últimas décadas.

Diante dessas mudanças surge um ponto de tensão na vida das mulheres que é a necessidade de conciliar o trabalho remunerado com os afazeres domésticos, com a missão materna e com as exigências da vida social, que requerem da mulher certos comportamentos estéticos padronizados e criados pelo mundo do consumo, da moda e demais tendências da sociedade moderna. Vivemos em uma sociedade extremamente exigente com a mulher, onde muito é cobrado e pouco são os investimentos no cuidado da saúde, segurança e bem-estar. Em consequência disso ocorre o surgimento de muitas doenças físicas, psíquicas e inclusive as psicossomáticas.

O estresse vivido pela mulher com dupla jornada pode ser o causador de muitas enfermidades, dentre elas as dores musculares, situações de ansiedade, descontentamento no trabalho, medo de perder o emprego, receio de não dar conta da demanda de compromissos financeiros, desafetos e preocupações familiares, sobrecarga de trabalho, noites mal dormidas entre outras. Essas condições geram tensões emocionais sobre a musculatura do corpo e, sem perceber, exercemos forças desnecessárias dos músculos nas tarefas cotidianas. Como compensação, contraímos a musculatura da mandíbula, mantendo ombros curvados, tensionamos toda musculatura cervical e posterior do tronco, o que provoca a fadiga, tensão e dor e, a longo prazo, alterações posturais, comprometimento das articulações e as doenças crônicas, comprometendo assim a qualidade de vida da mulher. Além do sofrimento físico, as tensões musculares podem evoluir para um sofrimento psíquico, desencadeando depressões e neuroses.

>>Leia também: O bem-estar que vem das agulhas

Outro fator prejudicial à saúde da mulher são questões culturais que tendem a inferiorizar e alienar a mulher. Em pleno século XXI grande parte das mulheres brasileiras ainda encontram dificuldades de autonomia, controle do seu próprio corpo e desenvolvimento de suas potencialidades profissionais. O constante bombardeamento por uma cultura permeada de valores patriarcais e machistas, com frequência reforçada pela mídia, tendem a menosprezar o gênero e as potencialidades femininas.

Diante disso, a mulher recua perante seus desejos e inquietudes gerando profundos conflitos íntimos que prejudicam seu equilíbrio interior, afetando sua integridade e saúde. Deixa de viver sua identidade genuína e de responder a seus próprios anseios para se moldar aos desejos de outro, que pode ser seu filho, marido, chefe, ou até mesmo, aos modelos e padrões meramente sociais.

É fundamental à mulher assumir uma postura de autenticidade e firmeza em suas convicções e escolhas. Não deve nunca deixar submeter sua consciência à mera opinião de outros. Cuidados regulares com o corpo e com a mente, o cultivo da espiritualidade são fundamentais para a manutenção do bem-estar e da saúde integral da mulher. É necessário permitir-se horas de descanso e lazer, tomar como regra visitas regulares ao médico e exames de rotina, manter bons vínculos de amizade, fazer atividades físicas no mínimo três vezes na semana, cultivar relacionamentos parentais saudáveis. É essa nova mulher, autêntica e confiante que necessita renascer no interior de cada uma de nós.

Vanize Mara Rutzen – Fisioterapeuta – CREFITO 14254 – Atende pelo Convênio Cotrisoja

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