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quarta-feira , 26 julho 2017

Onde está o problema?

Voltar para casa com muitas sacolas, cheias de coisas que provavelmente nunca vai usar; comer muito, mesmo sem sentir fome; trocar qualquer outra atividade diária pela pratica de exercícios físicos; enfim… Se você se identifica com um destes casos, cuidado! Você pode ter transtorno compulsivo.

O transtorno do comportamento compulsivo ou aditivo são hábitos adquiridos e seguidos por alguma gratificação emocional, normalmente um alívio de angustia ou ansiedade.

“São condutas visivelmente excessivas que o sujeito não consegue, na maioria das vezes, resistir. O compulsivo não tem domínio sobre o que lhe passa na mente, não controla pensamentos e impulsos. Os desejos aparecem repentinamente, fazendo com que se supram estas necessidades”, explica a Dra Joselaine Garcia, psicóloga e hipnóloga.

Há diversos tipos de comportamentos compulsivos, como:comprar muitas coisas sem necessidade (Oniomania), praticar atividade física em excesso (Vigorexia), trabalhar sem querer parar (Workaholic), comer exageradamente (Binge-Eating), jogar em demasia, comportamento sexual demasiado, etc.

Em muitos casos a compulsão pode ser considerada doença. Ela se manifesta em maior ou menor gravidade. “Cada distúrbio tem consequências específicas que podem levar a sério comprometimento da qualidade de vida e da saúde do sujeito, causando complicações clínicas, sociais, familiares e pessoais”, diz. Inclusive, para que seja considerada uma doença, precisa causar algum tipo de interferência no desempenho das atividades cotidianas ou provocar prejuízos significativos à vida do indivíduo, ao seu entorno sócio familiar ou ainda gerar sofrimento ao sujeito.

Por traz do comportamento compulsivo existe uma dificuldade emocional disfarçada. “Podemos dizer que apesar de sua origem ser multifatorial (sociocultural, familiar, genética e psicológica), a compulsão está muito mais relacionada com o funcionamento psíquico e que as emoções movimentam o ato compulsivo. O sintoma acaba provocando um ciclo vicioso (impulso – culpa – impulso), por exemplo: comprar – tristeza – comprar (a tristeza se dá, muitas vezes, por culpa, pois o sujeito não conseguiu resistir ao ato)”, explica Joselaine, que cita a psiquiatra Ana Beatriz Silva: “Trata-se de um sofisticado quebra-cabeça que determina a forma como cada cérebro vai funcionar e gerar suas interpretações singulares”.

O primeiro passo é reconhecer que existe um problema, o que é muito difícil para quem o tem. É indispensável que haja um acompanhamento contínuo de um psicólogo ou psiquiatra. Dependendo da gravidade e dos outros aspectos concomitantes, poderá ser necessário o uso de medicamentos. “É de extrema importância que no trabalho terapêutico, o sujeito tome conhecimento do motivo que desencadeou sua compulsão e os sentimentos presentes. Muitas vezes, há intensos eventos na história de vida do paciente que contribuíram na instalação da doença. Informações disfuncionais absorvidas ao longo da vida de maneira muito sutil e imperceptível, mas que podem ter fortes influências. A terapia envolve a compreensão racional de seus atos e a busca de soluções práticas como o entendimento das emoções não atendidas que resultaram na compulsão”, explica.

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