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quarta-feira , 23 agosto 2017
Mundo Kids

O assunto é sexo. Tirem as crianças da sala!

Mundo Kids A sexualidade é um tema que gera muitas dúvidas entre as famílias. Não é incomum os adultos fugirem dele quando os filhos começam a fazer perguntas a respeito. E não existe uma regra para abordar o tema com eles, sejam crianças ou adolescentes. Entretanto alguns cuidados podem ser tomados quando eles despertam sua curiosidade.

Primeiramente, o tema deve ser tratado com naturalidade entre os adultos, os pais. As crianças começam a ter curiosidade sobre sexualidade desde o momento que iniciam a descoberta das diferenças de gênero, corpo, nomes dos órgãos genitais. O nosso corpo é formado de muitas partes, falamos com naturalidade sobre o nariz, os olhos, as pernas e braços, mas para os genitais inventamos apelidos. O nome deles é pênis e vagina. E só. Já é um bom começo nomear corretamente.

É muito importante que os pais respondam às perguntas dos seus filhos usando nomes corretos e sem mentir. Sem inventar histórias de cegonhas ou afins. As crianças, muito novas ainda, tocam seus genitais e sentem conforto com isso, isso é um aspecto normal do desenvolvimento da sexualidade. Os pais costumam se apavorar com estas manifestações, mas precisamos entender que a sexualidade humana apresenta-se desde o nascimento até a morte, é nossa pulsão de vida, é uma das expressões do prazer e deve ser bem orientada.

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E quando as crianças fazem a famosa pergunta: “como eu nasci?”? Esse é um bom momento de ser honesto e ir respondendo aos questionamentos conforme a criança vai perguntando. Respostas não muito extensas, mas verdadeiras aliviam a curiosidade das crianças e elas se preparam para a próxima curiosidade. Dar longos discursos pode confundir as crianças. Desde este momento, o tema do afeto também pode ser introduzido como um dos componentes da sexualidade, pois é frequente que os filhos vejam os pais trocarem carícias, demostrarem afeto. Contudo, não convém que participem da intimidade sexual do casal, isso é um cuidado que deve ser tomado para preservar a intimidade dos adultos e não trazer desconforto às crianças.

Quando os pais estão dispostos a dar respostas aos seus filhos, isso fortalece o vínculo, transmite segurança, eles sabem que podem sanar suas dúvidas com os pais sem serem censurados. Outra possibilidade seria o filho aprender com amigos, o que poderia trazer respostas equivocadas.

Mais tarde, na adolescência, é importante falar abertamente sobre a sexualidade e sobre os tabus que por ela circulam, como virgindade, homossexualidade, o ficar, o transar, o namoro, o afeto, masturbação, doenças e gravidez. Quando a sexualidade não é um tema proibido na família, naturalmente os filhos se sentirão confortáveis a fazer perguntas. Penso que o grande drama não é a curiosidade deles, mas a saia justa que os pais sentem.

Para cada fase da vida dos filhos usamos uma linguagem adequada ao seu entendimento, nem muito técnica, nem vulgar e nem fantasiosa. Atualmente, a facilidade de se obter informações pela mídia e por todos os meios de comunicação pode trazer respostas aos filhos, mas não os valores que só a família pode dar. O mais importante é entendermos que não existe apenas uma resposta correta para os questionamentos deles, mas sim o entendimento de que seu filho necessita receber respostas coerentes e que lhe servirão para sua formação adulta, sem sustos, sem medos e sem preconceitos.

Também é essencial sabermos, enquanto adultos responsáveis pela formação dos filhos, que nossas dificuldades com o tema da sexualidade precisam ser sanadas para que possamos transmitir essas informações. Estamos falando sobre como falar de sexualidade com os filhos, mas acabamos percebendo que quando lidamos de maneira natural como nossa própria história sexual, com nossos aprendizados e crenças, esse assunto deixa de ser um fantasma.

Em tempo, quando as famílias buscam orientação para falar e conhecer as formas de lidar com suas dificuldades, na orientação dos filhos, a ajuda de uma terapia familiar é sempre bem vinda, alivia a ansiedade e prepara para o futuro.

Viviana Martini Dias, Psicóloga, Sexóloga, Terapeuta de Casais e Famílias.

CRP 07/09326

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