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segunda-feira, junho 18, 2018

Conheça MITOS E VERDADES sobre a alfabetização

Não tem como falar de criança sem citar aquela fase mágica da vida dos pequenos, quando eles entram na Escola e são alfabetizados. Para isso, a nossa equipe de redação bateu um papo com a Pedagoga Mariléia Azeredo dos Santos que atua como profe alfabetizadora em três Escolas de Cruz Alta e também na formação continuada de professores. Bagagem e propriedade para nos contar os MITOS e as VERDADES dos desafios na alfabetização não faltam, confira.

Professora – Mariléia Azeredo

 

“Sou muito feliz ao alfabetizar e não existe nada que possa definir o sentimento de um professor ao contemplar o sucesso de seu aluno, ainda mais as crianças, tão pequeninas, tão indefesas e tão certas do que querem. Temos em nossas mãos a oportunidade de escrever as mais lindas páginas da história de uma pessoa”. 

 

Devemos evitar comparações entre as crianças.

VERDADE – Respeite o tempo de desenvolvimento da criança, afinal, cada uma tem o seu. Lembre-se que as comparações fazem com que a criança fique com a autoestima baixa o que não contribui no processo de alfabetização e pode causar sofrimentos irreparáveis na vida do aluno. Comparamos o crescimento em relação a ele mesmo, o quanto podemos fazer para que o aluno cresça em relação ao que apresentava num determinado momento e ao que ele apresenta hoje.

As crianças não devem acessar livros até que aprendam a ler

MITO – Não é porque os pequenos não dominam a leitura que não devam ter acesso a livros desde cedo. Mais do que tarefas mecânicas, de cópia e repetição de sílabas, é necessário que os alunos reflitam sobre o sistema de escrita com base em textos que são atraentes para eles.

Vale investir em atrativos

VERDADE – Comprar revistinhas, gibis e outras publicações que, além das palavras, chamem atenção pelas imagens é uma prática saudável e pode ajudar muito na alfabetização. Dessa forma, haverá o atrativo de algo que pertence ao universo dela. E, inicialmente, para ajudar o processo, pode-se criar a “hora do gibi”, em que o adulto lê para a criança.

As crianças só devem escrever depois que dominarem o sistema alfabético

MITO – O ideal é que as crianças explorem a escrita livremente e, com base nisso, o professor diagnostique a hipótese de escrita e planeje seu trabalho. Elas também podem refletir sobre os contextos em que a escrita é utilizada mesmo antes de estarem plenamente alfabetizadas. Os textos trabalhados em sala não podem ser produzidos artificialmente – aquela coisa antiga do ‘Eva viu a uva’ – só para aprender a ler.

Aposte nos velho caderno de caligrafia

VERDADE – Por mais que possa parecer ultrapassado, o caderno de caligrafia é altamente didático e evolutivo, pois começa do básico e vai aumentando a dificuldade, porém precisamos estar atentos a tudo que é extremo. Entenda: a caligrafia em alguns casos é apropriada, mas apenas é relevante depois que a criança já está no nível alfabético, visto que somente aperfeiçoa a letra, antes disto é um movimento mecânico e sem rendimentos.

O alfabetizador não precisa de conhecimentos específicos

MITO – Alfabetizar exige conhecimentos específicos sobre o processo e também sensibilidade sobre os avanços e as dificuldades da criança para saber como aplicá-los. Não existe uma receita para alfabetizar o que há é o profissional dedicado e audacioso. A profissão exige constante aperfeiçoamento.

As crianças nos enchem de energia, de calor humano de vivacidade! É uma troca aprender e ensinar.

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