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sábado , 19 agosto 2017
Créditos foto: Gisa Sauer
Créditos foto: Gisa Sauer

Marcos Piangers em: O Papai é pop

É isso mesmo, nossa redação conversou com Marcos Piangers que em 2015 escreveu o best seller O Papai é Pop. Um livro que já vendeu mais de 100 mil exemplares e fala sobre sua maior paixão: ser pai da Anita e da Aurora, as meninas que dão razão para a sua existência. Em 2016 lançou O Papai é Pop 2, que alcançou o ranking nacional de livros mais vendidos do Brasil. Confira como foi o bate-papo:

Revista Vitale: Antes de você se tornar pai como você imaginava que seria?

Marcos Piangers: Bom, eu não pensei muito nisso, me tornei pai muito cedo. Com 23 anos a gente descobriu que a Ana estava grávida, foi um choque, a gente era muito jovem, mas eu fiquei animado e feliz. A minha mulher ficou mais preocupada do que eu porque ela não esperava. Já eu fiquei feliz basicamente porque queria ter filhos e ao mesmo tempo eu não sabia exatamente o que viria, porque o homem não é preparado pra isso. Já a Ana ficou mais nervosa porque a vida profissional dela teve uma reviravolta, a vida social e o corpo dela tiveram uma reviravolta, então, pra mulher é muito mais impactante a maternidade. Eu vim a me flagrar o que é ser pai depois do momento do nascimento e de todas as noites que eu passei fazendo a Anita dormir, trocando fralda, é aí que a gente aprende a ser pai, sendo. Não imaginava muito como seria, mas hoje em dia fico muito feliz de ter tido esse presente da vida que foi inesperado. A Anita, a Aurora e eu! Sou muito realizado e muito feliz.

RV: Como você vê o papel do pai na sociedade atual?

MP: Acredito que em qualquer sociedade o papel do pai é estar perto do filho, é estar treinando ele para ser uma pessoa melhor do que o próprio pai, ensinando a ser mais humano, mais gentil, mais amável. Ajudar as pessoas, transformar esse planeta num planeta mais habitável, justo e igualitário e esse equilíbrio tem que ser um equilíbrio de raça de gênero de todo tipo. Então eu penso que o papel de pai é esse! É educar, ensinar, estar presente, brincar, ser carinhoso, dizer eu te amo e é ouvir, principalmente, e aprender com a criança, porque ela tem muita coisa para nos ensinar.

>>Leia também: O X do shortinho

RV: Qual a dica pra impor limites e ser um pai legal ao mesmo tempo?

MP: Bom, pais legais impõem limites, pais legais não dizem sim pra tudo, pais legais não deixam a criança fazer o que ela quiser, porque a criança não vai ter noção da vida. Ela não tem noção de mundo e de liberdade e a liberdade tem que ser desenhada e explicada pra criança. A dica que eu dou é: todo o pai prestar atenção, quando a criança está muito mal criada é hora de impor limites, de dizer não, tirar as coisas que gosta, de dizer que tem que fazer algumas coisas importantes, como tomar banho, dormir, ajudar na casa, respeitar as pessoas, dizer obrigado, por favor, com licença, e quando ela está com esse processo incorporado é hora de deixar algumas coisas, de permitir que ela brinque um pouco mais. E então o mais trabalhoso é prestar atenção em qual é o momento de dizer sim e qual o momento de dizer não.

RV: O livro papai é pop já está entre os mais vendidos, o que você acredita que tenha impulsionado esse sucesso?

MP: Eu acredito que tem a ver com essa geração de pais que querem ser mais participativos, mais presentes e atenciosos. A geração de pais que está descobrindo esse romantismo e a beleza da paternidade. E, também, a geração de mães que gosta de falar sobre o assunto. Que gosta de discutir um assunto que é pouco discutido, como homens que abandonam mulheres, e o livro trata dessas questões, e principalmente de equilíbrio de gênero que é uma questão muito válida e importante.

RV: O que você considera essencial para ser um bom pai?

MP: Presença e tempo, passe o maior tempo possível perto dos filhos e se não der, ao menos dê qualidade. Quando estiver com eles largue celular, futebol, trabalho e foque neles. Converse bastante, ouça muito e preste atenção no que eles estão falando ou como eles estão se comportando. Isso é melhor que dinheiro, melhor do que um carro novo, melhor que uma casa nova e melhor que um brinquedo novo, seus filhos são o melhor.

Marcos Piangers desde 2001 trabalha com comunicação jovem e plataformas digitais no maior grupo de mídia do sul do Brasil. Apresenta o programa Pretinho Básico, um fenômeno de audiência e ganhador do prêmio Melhores 2014 do iTunes, da Apple. Produz conteúdo para tv, rádio, jornal e internet. É responsável pela inovação nas rádios entretenimento do grupo RBS e coordena a área digital, área de vídeo, redes sociais, branded content e de impressos da Rede Atlântida.

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