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terça-feira, junho 19, 2018

Saiba tudo sobre as doenças mais temidas da atualidade

Vírus, bactérias, fungos, protozoários e parasitas. Você já ouviu falar nesses vilões?

Provavelmente sim! Eles formam um arsenal perigoso para a saúde, porém, graças à infectologia, é possível reverter os efeitos que tais agentes causam ao afetar o nosso corpo.  A não estuda apenas um órgão, método, diagnóstico, ou um tipo específico de paciente ou tratamento.

A infectologia avalia o paciente como um todo na busca do diagnóstico e tratamento das infecções, primando pelo bom atendimento e o fortalecimento da relação médico-paciente.

O grupo de pacientes da infectologia é diversificado. Engloba desde neonatos até idosos, gestantes, pacientes clínicos ou cirúrgicos, internados em UTI, de cuidados paliativos e pessoas saudáveis que buscam informações e orientações seguras.

Nesse amplo espectro de doenças, que vão desde “viroses” até doenças fatais, a relação de confiança e a empatia entre médico-paciente-família deve ser a base para o tratamento. Principalmente nos prolongados. Como nas infecções de próteses e osteomielites, ou em doenças crônicas, que exigem cuidados e tratamento durante toda a vida, o caso do HIV.

Ao contrário de muitas especialidades médicas, nas quais a atuação se restringe a determinada parte do corpo, a infectologia aborda uma ampla gama de doenças de todos os órgãos e sistemas do organismo, partindo de um paradigma processual (a infecção) e não anatômico como de costume.

ENTENDA O PAPEL DO INFECTOLOGISTA
Atende em diferentes campos de assistência à saúde, está presente na área hospitalar fazendo o Controle de Infecção Hospitalar e nos consultórios tratando e prevenindo as infecções. A especialidade que busca prevenir antes que os danos acontecem, não trabalha somente com doença, mas sim em fornecer saúde e qualidade de vida.

NO CONSULTÓRIO
Todos os dias chegam aos consultórios de infectologias pacientes com diferentes doenças. Alguns para prevenir e outros para tratar. Por isso também é realizado, além do acompanhamento com portadores do vírus da imunodeficiência humana (HIV), a investigação das mais diversas infecções. Essas podem ser pulmonares, intestinais, oftalmológicas, cerebrais, osteoarticulares, dermatológicas e assim por diante. Veja algumas:

Toxoplasmose e mononucleos, Herpes zostes, Diarreias, Pneumonias e sinusites, Leptospirose e hepatites virais, Infecções sexualmente transmissíveis, Tuberculose, Doenças tropicais endêmicas (dengue, malária, zika vírus, febre amarela, entre outras).

NO AMBIENTE HOSPITALAR
As interconsultas em infectologia são uma das atividades mais frequentes. Nesse procedimento é feita a interpretação dos exames, como por exemplo dos testes de sensibilidade aos antimicrobianos e culturais. A partir disso é possível diagnosticar uma infecção e assim, prescrever o antibiótico adequado para o caso em específico. Fora isso, também é feito o controle das infecções hospitalares e medidas que diminuam a transmissão de bactérias hospitalares e que desenvolvem resistência aos antibióticos.

CONHEÇA AS DOENÇAS MAIS TEMIDAS DA ATUALIDADE E VEJA COMO PREVENÍ-LAS!

HERPES ZOSTER
Sabe a catapora? Pois é, o vírus que causa a herpes é o mesmo causador da famosa catapora. Quase sempre é adquirido na infância, onde a manifestação clássica são as feridas e a coceira. O vírus fica anos dormente no organismo e “acorda” quando a imunidade baixa. Os principais sintomas são pequenas bolhas dolorosas em determinada região do corpo. E o tratamento deve ser feito imediatamente para evitar sequelas de dor neuropática.

FEBRE AMARELA
Há surto de febre amarela silvestre em várias regiões do país. A doença infecciosa febril aguda é causada por um vírus transmitido por mosquitos infestados do gênero Haemagogus e Sabethes. LEMBRE-SE: O ciclo silvestre ocorre em área rural ou de floresta. Os macacos não transmitem a doença, eles são as vítimas assim como nós. Também não há transmissão direta de pessoa a pessoa. A principal forma de prevenir é a vacina. O ciclo urbano, transmitido pelo mosquito Aedes (mesmo da dengue) foi erradicado no Brasil desde 1942.

DENGUE, ZIKA, CHIKUNGUNYA
Febre, cefaleia, mialgia, artralgia e manchas pelo corpo, são alguns dos sintomas suspeitos e para diferenciá-las exames laboratoriais podem ajudar. A epidemia “tríplice” que avança no país é um dos maiores problemas, sendo necessárias medidas para controle do mosquito Aedes e melhorias nas condições de saneamento.

HIV/AIDS
Doença silenciosa, o HIV/AIDS requer rapidez no diagnóstico e adequado acompanhamento e orientações. A adesão ao tratamento possibilita ao paciente uma vida prolongada e com qualidade.

HEPATITE C
Novos tratamentos com possibilidade de cura, acima de 90%, têm ampliado a sobrevida dos pacientes. A Hepatite C é de poucos sintomas, por isso, na maioria das vezes a pessoa sequer sabe que tem e descobre através de uma doação de sangue ou pela realização de exames de rotina. Ou ainda, décadas depois quando aparecem os sintomas de doença já avançada que acomete o fígado.

USO EXCESSIVO DE ANTIBIÓTICOS
Você já deve ter ouvido que todo medicamento usado de maneira errada traz prejuízo, isso é real. Com os antibióticos não é diferente. As dosagens inadequadas, indicações equivocadas ou sem necessidade e também a interrupção precoce podem gerar o aumento da resistência de bactérias a determinado antibiótico (conhecidas como bactérias multirresistentes). Assim a eficácia do tratamento será comprometida. SAIBA: a prescrição do antibiótico é individualizada. Depende da infecção específica contra qual a pessoa luta, do germe que se trata e da dose prescrita. Ou seja, o uso indiscriminado de antibióticos merece atenção especial pelo risco de falha.

Dra. Paula Rubin Facco Librelotto
Infectologista | CRM/RS 33.683

Rua Barão do Rio Branco, 120 – Sala 106
Policlínica HSL | Cruz Alta – RS | Fone: (55) 3324 5886

 

 

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