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terça-feira , 17 outubro 2017

Cuidado com a outra realidade

Não deixe o ciberespaço se tornar sua nova (e única) vida

ciberFacebook, Twitter, Youtbe e Google +, por exemplo, são espaços visitados diariamente por quem procura novas formas de comunicação e diferentes maneiras de existência. É através desse “fenômeno existencial” que muitos começam a construir sua nova personalidade. A psicóloga Mariana Prola revela que a extensão ao ciberespaço (virtual) caracteriza um novo existir através da experimentação de diversas possibilidades e identidades que desaparecem na imensidão virtual. Por isso é tão fácil ser ousado e encorajado, uma vez que tudo que é dito se desfaz no clicar do mouse. Muitos sofrem com este vazio de desconstrução de ciberideias; outros se sentem afiliados e acolhidos por este sistema global de comunicação veloz.

Independente do que se busca com o uso do “www”, o importante é entender a serviço do que está o uso da internet. Para tirar proveito deste universo, uma dica é observar a facilidade de produção de trabalho e comunicação, através do (re) conhecimento de multipossibilidades criativas e se deliciar na difusão das mesmas. E para não tornar este meio prejudicial aos outros cuide para não sofrer com o esvaziamento das relações próximas e afetivas.

O paradoxo geográfico

A internet une simbolicamente. Separa também. Estabelece intermédios daquilo que é tão simples e tão complexo: a relação humana. Ela não cura o “mal estar” humano das poucas relações, mas poupa as questões que todos temos de enfrentar.

Diante disso, a psicóloga alerta que não podemos simplesmente negar o uso do ciberespaço. “Podemos fazer o uso deste espaço para dar voz a nossa existência. De forma mais ousada que o discurso linguístico e produzir ideias que se lançam ao todo. Ou, ainda, de forma mais intelectualizada. E seguros que os conteúdos (das nossas vidas) não se percam nas banalidades virtuais e se estendam ao mundo real como um grande vazio que já é vivido pelo sujeito, porém preenchidos com paradigmas mais sólidos como a produção de trabalho e das relações humanas”.

Ao entender realmente o sentido em que estes avatares, nicknames e atualização de status se inserem, a tecnologia torna-se apenas um apêndice do nosso dia a dia e não um grande Outro que determina o existir.

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