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segunda-feira , 11 dezembro 2017

Como a sua pele responde ao estresse

Sua pele e o estresseO estresse é uma das principais causas de muitas doenças sistêmicas atualmente, mas também seus efeitos podem ser evidenciados na pele. Vários distúrbios de podem ser desencadeados pelo estado emocional e, como o maior órgão do corpo humano, ela é a sua primeira barreira de defesa. A tensão provocada pela vida agitada pode causar alterações hormonais e diminuição da imunidade, deixando o organismo mais suscetível a infecções e outras doenças.

Além disso, a pressão, a ansiedade e o estresse constante, podem causar sérios problemas cutâneos, manifestados principalmente por prurido, manchas, ressecamento e descamação.
A pele do rosto pode manifestar lesões de acne, áreas avermelhadas, ressecamento, olheiras, perda do brilho entre outras alterações. Os anexos cutâneos também podem sofrer esses efeitos. No cabelo, pode-se perceber a oleosidade e até o aparecimento da caspa, bem como o aumento da queda. As unhas podem ficar frágeis e quebradiças. Todos esses transtornos são chamados de psicodermatoses, ou seja, problemas cutâneos relacionados a distúrbios psíquicos.
A acne, por exemplo, é mais comum na adolescência, mas com o excesso de tensão, ela pode surgir na idade adulta, pois o estresse estimula a produção das glândulas sebáceas, deixando a pele mais oleosa o que favorece o seu aparecimento.
Uma das doenças mais comumente relacionada com o estresse e com o estado nervoso é a psoríase, que atinge 2% da população mundial. Esta doença pode ser desencadeada por mudanças de hábitos, nervosismo, infecções, entre outros e as lesões aparecem nos cotovelos, joelhos e couro cabeludo, alguns pacientes apresentam alterações no corpo todo. Para os casos leves são usados somente medicamentos de uso tópico, nos estados mais graves são necessários remédios por via oral.
Esses problemas podem ir além da estética, afetando também a vida social da pessoa. Algumas lesões mostram-se tão evidentes que provocam incômodo, aumentando a ansiedade e a tensão e, consequentemente as alterações cutâneas e provocando mais estresse, gerando, desta forma, um círculo vicioso.
Mas o que fazer para manter a pele bonita e saudável diante dessas situações? Algumas formulações a base de hidratantes são paliativas e podem aliviar alguns sintomas, principalmente o prurido e o ressecamento. Mas não adianta, por mais que se use os melhores produtos cosméticos disponíveis no mercado, essas alterações cutâneas não cessarão se não houver mudança nos hábitos de vida diários. Esses hábitos estão principalmente ligados a uma alimentação saudável e balanceada, para fornecer à pele os nutrientes que ela necessita, associada a ingestão de água de forma adequada. Levar a vida de modo positivo também contribui para impedir o aparecimento dessas modificações cutâneas.
O primeiro passo para o tratamento é reconhecer o problema, adquirir a consciência de que precisa modificar os hábitos e identificar as situações que desencadeiam ou pioram a doença, como estresse, medo ou ansiedade excessiva, para que o corpo possa desenvolver um processo de defesa contra as emoções que são prejudiciais a pele e a saúde. Deve-se, porém, evitar usar produtos na pele sem consultar um profissional, pois os mesmos podem agravar as lesões. Dessa forma, cabe ao médico dermatologista diagnosticar o problema e descobrir o que está provocando os transtornos, pois muitas vezes o tratamento é multidisciplinar, envolvendo também a participação de psicólogos.

Viviane C. K. Nunes Deuschle
Graduada em Farmácia
Especialista em Manipulação Magistral Alopática
Mestre em Ciências Farmacêuticas
Doutoranda em Ciências Farmacêuticas
Farmacêutica Responsável técnica na Sulfarma – Farmácia de Manipulação
Docente da Universidade de Cruz Alta

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