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segunda-feira , 24 julho 2017
Ator Edson Celulari fala sobre seu câncer

Dúvidas sobre o linfoma não-Hodgkin – Câncer do ator Edson Celulari

Ator Edson Celulari fala sobre seu câncer

Você deve ter visto já que o ator Edson Celulari confirmou nesta segunda-feira, 20, que foi diagnosticado com um linfoma não-Hodgkin, um tipo de câncer que ocorre quando o corpo produz linfócitos (um tipo de célula branca do sangue) anormais em excesso.

Em seu Instagram, o ator divulgou uma foto sua já careca e falou o seguinte sobre a luta contra o câncer: “Reuni minhas forças, meus santos, um punhado de coragem…coloquei tudo numa sacola e estou indo cuidar de um linfoma não- Hodgkin. Foi um susto mas estou bem, ao lado de pessoas amadas. A equipe médica é competente e experiente. Estou confiante, pensando positivo e com fé sairei deste tratamento ainda mais forte. Todo carinho será bem-vindo. Obrigado”. Vamos entender mais sobre essa doença? Confira:

O câncer no sistema linfático é uma doença que ataca os gânglios linfáticos e está cada vez mais comum em países desenvolvidos. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), a cada ano aproximadamente 10 mil novos casos de linfoma não-Hodgkin são registrados no Brasil. O caso mais recente e conhecido de diagnóstico da doença é o ator Reynaldo Gianecchini, que receberá tratamento com quimioterapia.

“Esse tipo de linfoma tem dezenas de subtipos, mas muitas pessoas nem sabem que ele existe. Por isso, é sempre bom deixar algumas informações para quem quer saber mais sobre essa doença ainda pouco discutida”, diz a hematologista Jane de Almeida Dobbin, chefe do Serviço de Hematologia do Instituto Nacional do Câncer. Esclareça algumas dúvidas sobre o linfoma do tipo não-Hodgkin:

Qual é a diferença entre o linfoma de Hodgkin e o linfoma não-Hodgkin?

“A única diferença entre esses dois tipos de linfomas é que o de Hodgkin apresenta células reed-sternberg, enquanto o segundo caso não. Parece pouco, mas essa pequena diferença muda drasticamente o tipo de tratamento a ser usado no paciente”, diz a hematologista Jane de Almeida Dobbin chefe do Serviço de Hematologia do Instituto Nacional do Câncer.

Quais os lugares do corpo em que ele pode aparecer?

Os linfomas não-Hodgkin podem aparecer em qualquer área do corpo que tenha linfonodos, como por exemplo pescoço, axila, virilha e abdômen. “Na maioria das vezes, o paciente percebe que alguma coisa está errada quando uma dessas áreas fica inchada sem motivo”, explica Jane Dobbin.

“Em casos mais agressivos, o gânglio pode crescer e causar uma compressão ou obstrução das artérias e veias. No caso do pescoço, isso acaba prejudicando o transporte de nutrientes ao cérebro”, conta.

Existem fatores de risco?

Segundo a especialista, 90% dos casos de linfomas são diagnosticados sem saber a causa. “Os casos de linfomas não-Hodgkin em países desenvolvidos estão crescendo cerca de 3% anualmente. Mas não se sabe ao certo por quê”, diz a hematologista.

Alguns casos dessa doença são relacionados ao contato com pesticidas, herbicidas e produtos derivados do benzeno, uma substância tóxica que está relacionada a vários outros tipos de câncer. Além disso, ela também pode ser causado por bactérias ou vírus, como o HIV.

Quem tem casos na família precisa se preocupar?

De acordo com a hematologista Jane Dobbin, esse tipo de linfoma não é hereditário. É bastante difícil, mas não impossível, encontrar duas pessoas na mesma família que sofreram com a doença.

Quem sofre mais: homens ou mulheres?

Nos casos de linfoma, o sexo não influencia tanto as chances da doença como as chances de cura. “Como 90% são causas desconhecidas, é impossível fazer qualquer relação com o gênero masculino ou feminino”, esclarece a hematologista.

A alimentação influencia a formação de linfomas Não-Hodgkin?

De acordo com a especialista, não há indícios de alimentos específicos que causem ou previnam diretamente a formação de linfomas Não-Hodgkin. No entanto, assim como em outras formas de câncer, dietas ricas em verduras e frutas podem ter efeito protetor contra o desenvolvimento de linfomas.

Como é feito e quanto dura o tratamento?

Como há uma variedade grande de tipos de linfomas não- Hodgkin, o tratamento pode variar. Pode ser feita quimioterapia, radioterapia e imunoterapia de maneiras isoladas ou, em alguns casos, de maneira combinada. Nos casos de linfomas indolentes, muitas vezes, é preciso apenas o acompanhamento médico, que dura até o fim da vida do paciente.

Não existe tempo certo para o tratamento, já que isso depende do quadro em que está o paciente e do tipo de linfoma.

Quais são as chances de cura?

Enquanto os linfomas de Hodgkin têm chance de cura de aproximadamente 75%, o grande número de tipos de linfomas Não-Hodgkin faz com que as chances de cura varie muito. “Além disso, as chances de cura variam de acordo com alguns outros fatores, como idade, anemia e quantidade de linfonodos afetados, que são específicos para cada paciente”, explica a hematologista.

As chances de cura podem variar de zero, quando o linfoma é indolente, até aproximadamente 90%, quando ele é classificado como agressivo.

“Quando o linfoma é agressivo as chances de cura são maiores. Nos casos em que as chances chegam perto de zero, a sobrevida dos pacientes pode ser de várias décadas de vida e praticamente não há sintomas na época do diagnóstico”, diz Jane Dobbin.

Existem cuidados que devem ser tomados durante o tratamento?

Como o tratamento com quimioterapia e radioterapia acaba diminuindo a imunidade do corpo dos pacientes, é preciso evitar alguns tipos de alimentos que podem causar intoxicação alimentar. “Alimentos crus devem ser evitados, já que têm maiores chances de conter bactérias. Atividades que aumentam as chances de cortes ou ferimentos também devem ser evitadas”, alerta Jane Dobbin.

Alimentos pesados também podem aumentar um efeito colateral da quimioterapia: as náuseas. “Mesmo que hoje contemos com um arsenal de terapias químicas que amenizam sintomas como náusea e tontura, alimentos pesados, por demorar a serem digeridos, podem deixar os pacientes desconfortáveis”, diz a hematologista Jane de Almeida Dobbin chefe do Serviço de Hematologia do Instituto Nacional do Câncer.

Fonte: Minha Vida

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