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terça-feira , 17 outubro 2017

Câncer: a vitória da persistência e otimismo

     Ela venceu o câncer       câncer de mama                betinhaa3

Maria Elizabeth Correa Campos, 2005, 56 anos diagnóstico: câncer de mama maligno.

Maria Elizabeth Correa Campos, 2014, 63 anos diagnóstico: curada. Esperando o dia 25 de março chegar para fazer a reconstituição da sua mama.

Quando o câncer surge na vida de uma pessoa, começa uma longa e sofrida jornada com muitas batalhas onde é preciso ter determinação, já que faz parte do tratamento combatê-lo com fibra e coragem. Alimentar o cérebro com otimismo e fé é sempre uma boa saída para suportar o longo caminho.

A palavra câncer carrega em si uma carga de negatividade descomunal. Logo que a ouvimos, na maioria das vezes, a sonoridade nos liga automaticamente à tragédia. Mas também é algo que, devido aos avanços da medicina, não precisa mais permear as nossas mentes com tamanha firmeza. Muitos conseguem vencê-la e retomam as suas vidas, o que torna o câncer algo não tão invencível como já o foi.

São perceptíveis as mais variadas formas de postura perante a confirmação da doença, alguns se entregam diante do medo, da derrota, da morosidade do tratamento, dos esforços físico e mental que devem dispor para enfrentar a enfermidade. No entanto, em contrapartida, algumas pessoas seguem o raciocínio certo:mantêm-se firmes e, mesmo que se enfraqueçam emocionalmente em alguns momentos, os pensamentos voltados no amor pela família, em querer acompanhar o crescimento dos netos, filhos, são eficazes, e não deixam que os sentimentos ruins se estabeleçam dentro de si.

A história desta cruzaltense guerreira chama a atenção por dois motivos. Primeiro, porque a doença surgiu por acúmulo de sentimentos tristes. Maria Elisabeth perdeu a filha que era seu braço direito e não conseguiu segurar a dor, o sofrimento foi tão intenso que contribuiu para o surgimento de dores no braço esquerdo e, em seguida, um caroço na mama esquerda. Ao não suportar mais as dores, recorreu a sua médica, que, em 3 dias, lhe deu o diagnóstico: câncer maligno na mama esquerda.

Marcada a cirurgia, na hora de retirar o caroço, uma surpresa nada agradável, surgiram vários outros, chegando a um total de 16. Segue a cirurgia, realizada com sucesso, começam as quimioterapias, 21 seções. O segundo motivo surge em meio às vinte e uma quimioterapias. Beth sempre contou com o apoio de seu marido, um homem forte, de boa saúde, mas que foi acometido por um aneurisma fatal.Mais uma vez a dor da morte fez morada no coração frágil da nossa guerreira.

Tirando forças da sua fé pela cura, ela seguiu sua jornada. Após a morte de seu marido, as sessões de quimioterapia seguiram e a guerreira continuou na batalha, alternandodias em que passava bem e dias passando muito mal devido aos efeitos colaterais do tratamento.

Desde a cirurgia Beth contou com a ajuda especial da LFCC – Liga Feminina de Combate ao Câncer de Cruz Alta. Recebeu todo o apoio possível, desde financeiro apsicológico, e, de paciente se tornou a voluntária da Liga. “Agradeço a Deus por ter forças e ter encontrado forças em pessoas maravilhosas, enquanto puder estarei aqui na Liga ajudando, trabalhando voluntariamente, para que outras pessoas que passaram pelo que eu passei tenham apoio”, conclui Beth.

A LFCC foi fundada no dia 30 de abril de 1954 em Porto Alegre. Em 1956, o núcleo de Cruz Alta teve como fundadora Dona Otilinha Molz Westphalen, portanto, são 57 anos do voluntariado na cidade. Realizando um trabalho de solidariedade humana, fundamental para amenizar a dor das pessoas carentes e doentes, procurando sempre dar apoio emocional, material e espiritual.

A Liga fornece medicamentos, consultas, pagamentos de exames e encaminhamentos hospitalares. O tratamento de quimioterapia é realizado em Cruz Alta em hospitais da cidade. Quando o paciente necessita de radioterapia é encaminhado para outra cidade. A entidadeprocura também levar informações, fazendo palestras em escolas, centros comunitários e lugares públicos.

Para receber atendimento da Liga basta fazer o cadastro. Por ser uma entidade filantrópica, sem fontes de renda fixa, que recebe mais de 300 pacientes cadastrados, todos de baixa renda, a LFCC, supera suas necessidades com jantares, chás, brechó, auxílio da comunidade e com participações em eventos promovidos por outras associações. Hoje, a Liga atende cerca de 150 pacientes diretamente que se encontram em tratamento intensivo, entre estes, oito crianças. A sua sede se localiza junto ao Hospital Santa Lúcia sendo presidida atualmente pela Senhora Clarice Silveira Netto. 

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