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segunda-feira, junho 18, 2018

PAIS E FILHOS: 4 passos para exercer autoridade na medida certa

*Dra. Estela Giordani

Uma das frequentes dificuldades que percebo no contexto da relação pais e filhos é a autoridade dos pais. Principalmente quando o filho respeita mais a autoridade de um (pai ou mãe), do que do outro. O que tem por trás disso? Como compreender?

Primeiro: é comum que os filhos sejam mais próximos a um dos pais. Às vezes as filhas se apegam mais ao pais e o filho homem se apega mais a mãe, por uma questão natural dos gêneros opostos.

Segundo: conforme os pais vivem este apego, terão maior ou menor dificuldade de estabelecer as relações de autoridade com os filhos. Porque, se os pais se apegam muito, quando precisam exercer a autoridade ficam com o coração partido. E, caso demostrem o “sentimento duplo – coração partido”, as crianças entenderão que “tanto faz” obedecer.

Imagine tal situação multiplicada, em diversas situações ao longo dos dias, semanas, anos. O que acontece? Cada vez mais o pai ou mãe irão perdendo a “credibilidade” com os filhos.

Terceiro: a autoridade é um processo de construção e de conquista, mas como conquistar esse lugar no universo dos filhos? Depende de uma atitude constante de coerência entre dizer e fazer. Isto é, quando os pais dizem algo, os filhos devem cumprir. Porém, o que ocorre na maioria das vezes, é que os pais pregam uma conduta, mas fazem outra e, não percebem que fazem isso.

Às vezes, na clínica, os pais “juram de pés juntos” para mim que não fazem isso, mas quando relatam o que acontece, parece uma contradição entre o falar e o fazer. De tanto a mãe ou pai repetir esta atitude e nunca confrontar se o que ele diz é o que ele faz, os filhos ficam habituados a não mais fazer o que eles dizem, porque percebem que não existem as consequências. Eles, em algumas oportunidades, dizem a famosa expressão “não dá nada”. E, se não dá nada, não existe a necessidade de seguir o que aquele pai ou mãe dizem.

Quarto: porque então um pai tem mais autoridade do que o outro? Por estes motivos descritos, mas também por um motivo fundamental: o sentimento de apego. É inevitável afeiçoar-se aos filhos. Traduzindo, quando os pais estão em uma situação que precisam exercer autoridade não podem deixar os sentimentos interferirem. E, nesse aspecto é que percebo, o fracasso da grande maioria dos casos.

Portanto, aquele pai que é mais apegado com um dos filhos, vai ter maior dificuldade de impedir que seus sentimentos venham à tona, contudo, é preciso deixar de lado a emoção quando vai estabelecer uma situação que implica necessidade de autoridade com seus filhos.

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