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quinta-feira , 27 julho 2017

Atenção para a automedicação

automedicaçãoQuem nunca tomou um remedinho para dor de cabeça? Ou pediu auxílio de um amigo ou familiar em relação a um medicamento? Pois é, a prática da automedicação é bem comum no Brasil, o que é um problema. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria Farmacêutica a automedicação é responsável pela morte de 20 mil pessoas por ano no país, sendo a maior parte dos casos resultante de intoxicação e reações alérgicas.

A automedicação foi o tema da palestra abordada nesta quarta-feira (26) na Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho do Hospital Santa Lucia. A farmacêutica Nádia Pedrotti conversou com os colaboradores da instituição e não só os alertou sobre os perigos da automedicação, como também deu dicas de cuidados à “farmácia caseira”.

“Existem sete regras básicas para cuidarmos da nossa farmácia caseira, aquela caixinha de remédios que temos em casa”. A primeira delas é manter os medicamentos longe de crianças e animais, depois é preciso ter atenção às embalagens, pois elas informam as condições necessárias de armazenamento do medicamento. A terceira regra diz respeito ao local em que é guardada a farmácia caseira. “Não se deve guardar na cozinha, nem no banheiro, devido ao calor e/ou umidade que esses locais possuem”. A quarta regra retoma a ideia de que não se deve guardar medicamentos próximo de alimentos ou materiais de limpeza. “Isso pode alterar o produto”. DSC06800

A regra número 05 orienta que os medicamento sejam guardados em caixas plásticas, dentro de suas embalagens originais. “É importante guardar as embalagens, pois em uma cartela solta não se tem informações como o lote, data de validade, posologia, indicação, etc…”. A sexta regra se refere aos medicamentos que precisam ser refrigerados, os quais a grande maioria guarda na porta da geladeira. “Não pode, pois a porta da geladeira é o local em que há mais diferença de temperatura, já que abrimos a geladeira várias vezes durante o dia. Portanto, basta encontrar um local longe de alimentos dentro dela”, coloca Nádia. A última regra se refere à inspeção regular dos remédios, como avaliar a validade e características físicas. Além de destiná-lo corretamente – levando de volta à farmácia.

Nádia ainda trouxe as diferenças entre os medicamentos referência, similares e genéricos, além de reforçar a importância de se ingerir o remédio com água. Sobre a automedicação, ela reforçou: “Não use medicamentos sem prescrição médica/farmacêutica e nem medicamentos indicados por parentes ou amigos, pois isso pode acarretar em hipersensibilidade, alergia, resistência aos remédios ou até dependência”. É importante salientar que assim como não se deve automedicar-se, não é indicado orientar alguém sobre determinado medicamento. O certo é perguntar ao farmacêutico.

A SIPAT do Hospital Santa Lucia segue até o dia 28. A atividade é organizada pela Comissão Interna de Prevenção de Acidentes, e destinada a todos os colaboradores da instituição.

Assessoria de comunicação Hospital Santa Lucia.

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