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segunda-feira , 11 dezembro 2017

A robótica e o aprendizado infantil

Robótica, a ciência encarregada de planejar robôs, está presente em vários âmbitos da nossa vida, desde a construção de casas, estradas, fabricação de automóveis, aviões e redes de relacionamento. Em vários países do mundo, ela também está associada à educação infantil, pois colabora na criatividade das crianças, estimula a criação de novas ideias e as prepara para encontrar soluções dinâmicas aos problemas enfrentados no dia a dia.

Quando as crianças são estimuladas em sala de aula a desmontar e a montar dispositivos eletrônicos, percebem que os aparelhos não funcionam por um passe de mágica e compreendem que existem processos interligados e dependentes entre si para que haja o correto funcionamento de relógios, computadores, tablets, etc.

Um dos pontos básicos no ensino da robótica é o aprendizado da linguagem de programação, incitada nas fases iniciais de formação do nosso cérebro. Ao serem desafiadas a buscar formas de fazer o computador responder a ações designadas por códigos específicos, as crianças se veem impelidas a desenvolver um raciocínio analítico, crítico e lógico. Esse processo ajuda ainda no desenvolvimento de competências tecnológicas.

Melhoria no aprendizado da matemática

O contato com os números, de uma maneira geral, se dá de maneira tardia em nosso processo de aprendizagem e tende a ocorrer de uma forma esquemática e artificial. Todavia, é cada vez mais importante estimular a familiaridade das crianças com as contas e os padrões numéricos desde cedo, na medida em que isso também estimula o raciocínio lógico. Nesse ponto, a robótica pode assumir um papel fundamental, porque ao associar os números a realizações efetivas do cotidiano, contribui para gerar uma maior organicidade dos conteúdos matemáticos e sua compreensão.

Auxílio de conteúdos humanísticos e de inglês

O estímulo ao pensamento lógico contribui para uma maior organização das ideias e planificação do texto, o que auxilia e muito para uma escrita fluida e coerente. Além disso, ao serem incentivadas a criar formas robóticas, as crianças também são estimuladas a pensar em aspectos da biologia, das artes e da história. Antes de começar a construir, o estudante deve pensar em por que fabricá-lo, como ele vai interagir com os humanos, que tipo de emoções ele despertará. Assim, se o aluno quiser construir, por exemplo, um robô guerreiro medieval, o professor pode propor que ele estude aspectos sobre a Idade Média e que pesquise sobre vestimentas, armas, hábitos de consumo, etc.

Além disso, para programar os movimentos do robô, ele tem de intuir sobre o funcionamento das partes do corpo, como atuam as articulações, que ferramentas interligadas permitem que ele se mexa e de que forma. Assim, o contato com as palavras em inglês já estimula a um pensamento sobre essa língua, incorporada de forma prática ao cotidiano do aluno.

A robótica pode auxiliar ainda no desenvolvimento de uma aprendizagem transdisciplinar no ambiente escolar. A ludicidade da robótica torna o conteúdo muito mais atraente, e as crianças entendem temas complexos de forma criativa e quase espontânea. A educação, nesse sentido, se trataria menos de decorar fórmulas e datas e mais de pensar de forma estruturada, processual e multidisciplinar.

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