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terça-feira , 17 outubro 2017

A arte da maturidade

facebook_ana_amelia_blogUm privilégio e um desafio estar alcançando os 70 anos. Privilégio, por ter levado uma vida com autoestima, cuidando razoavelmente do corpo e da alma, um pouco de genética e sorte, ou, então, o essencial de cada um destes ingredientes. Desafio, porque é uma idade de rápidas transformações, em que os limites e as potencialidades mudam de lugar a todo o momento. Em entrevista a Revista Vitalité, a Senadora Ana Amélia Lemos, fala como é estar chegando aos 70 anos com saúde e disposição.

Ela conta também sobre a mudança do telejornalismo para o mundo da política e como faz para manter uma dieta em meio à rotina corrida do Congresso. Confira os principais trechos do bate-papo:

Vitalité: A senadora sentiu diferença no ritmo de vida da antiga profissão de jornalista para a atual?

Senadora Ana Amélia: É uma diferença enorme porque a atividade política não tem rotina e ultrapassa o tempo razoável de trabalho. São de 12 à 16 horas diárias.  Claro que no jornalismo, em coberturas importantes, você consome mais horas, mas isso não era rotina e a do congresso para quem trabalha é estressante, cansativa e, então, é bem diferente do que é o jornalismo. Inclusive, no Congresso, tem problemas, como por exemplo, nas quintas-feiras que temos reunião às 8 horas da manhã e tenho que chegar mais cedo. Eu sou muito presente, o que impede de ter uma regularidade com exercícios físicos, por exemplo, que é muito necessário para manter a boa saúde.

Vitalité: A senadora consegue administrar exercícios físicos com o dia a dia de trabalho no Congresso?

Senadora Ana Amélia: É muito difícil. Para fazer essa compatibilização é preciso ter uma disciplina muito rigorosa, acordar às 6 horas, malhar até às 7h para estar pronta para chegar ao senado às 8h. Muitas vezes você vai deitar muito tarde, porque as sessões demoram, até você chegar em casa e assim sempre tem algum outro compromisso à noite e perturba muito. Então a forma de trabalhar no Congresso brasileiro não é nada civilizada e nem saudável. Até outubro do ano passado conseguia fazer diariamente uma esteira, mas com os compromissos de agora não mais. Estou fazendo uma dieta bastante rigorosa, onde recebi orientações de um Spa da cidade de Montenegro que dura um mês, para desintoxicar e melhorar o desempenho físico e mental também, o que tem me ajudado bastante. Fazendo isso religiosamente, eu consigo seguir para depois que fechar o mês de dieta, começar os exercícios físicos.

A Senadora é um exemplo de que, mesmo em meio a uma rotina corrida e estressante, com todas as exigências de sua função de congressista, é possível estar atenta aos sinais de seu organismo e seguindo recomendações e orientações especializadas garantir uma vida saudável.

Aproveitando a oportunidade, nossa redação também abordou uma questão que está em voga no cenário político, a aprovação de uma importante lei que vai beneficiar as pessoas que precisam da quimioterapia oral para a cura do câncer.

Senadora, nos conte mais sobre a Lei, de sua iniciativa, que obriga os planos de saúde a pagar o tratamento domiciliar contra o câncer com remédio de uso oral:

Esse projeto ganhou uma grande repercussão porque uma lei tem caráter permanente. A ANS, agência que regula os planos de saúde, criou por portaria o mesmo objetivo, onde os portadores de câncer que tenham planos de saúde ganham a quimioterapia oral em domicilio, pois o comprimido, segundo oncologistas, é muito mais prático e eficaz dependendo do tipo da doença.

Essa passa a ser uma regra de lei e lei tem força maior. Eu fiquei muito feliz porque a Presidente da República Dilma Rousseff a sancionou sem vetos e, no dia 13 de maio de 2014, ela entrará em vigor. Ter uma lei complexa como essa aprovada, sancionada, é realmente uma coisa extraordinária, pois eu trabalhei muito para isso, fui lá pedir aos relatores, insisti e mobilizei até a aprovação acontecer.

Mas, ao mesmo tempo, a quimioterapia oral está em todas as nossas pregações e iniciativas na comissão de assuntos sociais no sentido da prevenção que é muito mais barata do que o tratamento. Ou seja, não precisaria o tratamento oral que é caro, se fossem feito os exames de prevenção.

No caso das mulheres, depois das doenças cardíacas, a que mais mata é o câncer de mama. O Rio Grande do Sul é o campeão de mortalidade no setor. Em novembro de 2013, o Ministério da Saúde com o ministro Alexandre Padilha, editou uma portaria tirando das prefeituras o recurso para fazer exames de mama, limitado a mulheres de 49 a 69 anos. Veja só, é contraditório: o SUS, por essa portaria, só pagará uma mamografia unilateral, porém, a composição da mulher é feita por dois seios então ela tem que fazer a mamografia completa.

Isso é extremamente dramático, especialmente para as mais pobres que não tem acesso a essa informação. É triste porque o Ministro da Saúde, que é candidato em São Paulo, colocou lá mamógrafos em tudo que é lugar. Assim, sendo injusto com o resto da população especialmente na área rural e áreas do interior que são mais pobres. Todas têm direito ao exame tanto quanto as mulheres da cidade. Não se pode pegar um recurso e fazer uso político dele, ainda mais se tratando de um tema sério como esse, que é a prevenção do câncer de mama.

Um assunto tão delicado como esse é de suma importância que seja colocado em pauta sempre no cotidiano das pessoas, por isso agradecemos a Senadora Ana Amélia Lemos por aceitar prontamente participar da nossa revista.

 

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